AD 340

27 Dezembro 2017 AutoData terceiro ano seguido será o veículo mais vendido. O momento de alta ocorre junto com a reorganização das unidades de negócios da empresa na América Latina. Desde janeiro a GM América do Sul dividiu-se em três: Mercosul para Brasil e Argentina, Andina para Colômbia, Equador e Venezuela e Central, para Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. As três unidades de negócios fazem parte da estrutura GM América do Sul, presidida por Barry Engle. O objetivo da reestruturação, nas suas próprias palavras, foi aumentar a eficiência, reduzir a burocracia e acelerar o processo de tomada de decisões, pois “a simplificação da nossa estrutura regional sustentará o crescimento da marca”. O argen- tino Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul, afirmou que o movi- mento colocou a companhia em ou- tro patamar de eficiência. BRASIL-ARGENTINA – No emba- lo da integração Brasil-Argentina buscada pela GM, Zarlenga pediu, em alto e bom som, o mesmo mo- vimento do governo. Ele espera regras integradas, estratégias co- letivas e produtos com as mesmas especificações convergindo para um mercado comum aos dois países. “O cenário atual me obriga a ter de 20% a 25% mais partes de um car- ro do que deveria caso o produto tivesse a mesma especificação. Isso dificulta o controle do inventário e complica a logística de peças.” Outro fator que ajudou a GM a ser eleita a Empresa do Ano foi uma nova relação construída com os for- necedores. Rogério Negrão, seu di- retor de vendas, conta houve a apro- ximação das empresas de autopeças e hoje a empresa presta uma espécie de consultoria para fomentar o ne- cessário retorno da produção. “Muitos fornecedores não sobre- viveram [à crise] ou não permane- ceram conosco”, lamentou Negrão. “Hoje temos uma base menor, mas forte. Quando você deixa de produ- zir carros como o Classic e passa a produzir carros como o Cruise, você muda de patamar de fornecedores.” A GM aposta em crescimento para 2018. Segundo Zarlenga há uma demanda reprimida no Brasil, com 2 milhões a 3 milhões de consumi- dores que adiaram a compra de um carro novo devido à crise, e as es- tatísticas da empresa mostram que 60% a 70% desse contingente não desistiram do negócio. O otimismo também se reflete nas exportações, que a companhia pretende ver crescer de 92 mil uni- dades, previstas para este ano, para 127 mil no ano que vem, uma alta de 30%. A empresa manteve a projeção de aportar R$ 13 bilhões no Brasil de 2014 a 2020 e, de olho em um futuro cada vez mais próximo, anunciou o desejo de liderar a corrida rumo à ele- trificação dos automóveis. Para Zar- lenga a eletrificação é a maior opor- tunidade da indústria automobilística desde a sua própria criação. A falta de integração Brasil- Argentina dificulta o controle do inventário e complica a logística de peças

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