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35 AutoData | Abril 2018 Ah, a indução elétrica Caminhar pelo paddock da Fórmula E é emocionante. Não pelo glamour que possa sugerir as transmissões patrocinadas pela FIA, a Federação Internacional de Automobilismo, dessa nova categoria na TV. A etapa de Santiago, Chile, ensinou muito sobre a vanguarda dos carros elétricos. Ali se pode descobrir, por exemplo, que a Williams é a fornecedora das baterias de todos os quarenta carros de competição utilizados na Fórmula E. E que a McLaren passa a fornecer uma nova geração dessas baterias na próxima temporada, com autonomia suficiente para reduzir a vinte o número de carros utilizados na corrida – ou seja, eliminando a troca de carro que acontece atualmente pelo fato da carga da bateria aguentar apenas meio GP. Sim, são as mesmas equipes Williams e McLaren da Fórmula 1. E com total apoio de Jean Todt, o francês presidente da FIA, que passeava feliz da vida no grid de largada de Santiago. Não à toa, certamente: os profissionais que trabalharam anos na vanguarda da tecnologia automotiva, da qual a Fórmula 1 sempre foi protagonista, devem saber que participar do futuro da mobilidade é sempre um bom negócio. Durante o passeio pelos boxes foi possível perceber um incauto que por pouco não pisou em uma placa metálica enquanto o exuberante BMW i8 Safety Car da Fórmula E manobrava para se posicionar justamente em cima dela – o que tornou claro o quanto alguns novos negócios dos quais vive a Fórmula E ainda são desconhecidos por muitos. A tal placa era o Chargemaster Qualcomm, um sistema de transferência de energia por indução que faz com que o Safety Car híbrido plug-in seja carregado sem cabos. Basta estacionar o carro embaixo e o sistema faz o resto sozinho. A tecnologia de indução aplicada nesse sistema permite que 80% da bateria do veículo estejam disponíveis em apenas 1 hora de carga. Recentemente utilizado para abastecer smartphones – carregadores por indução estão disponíveis em alguns veículos como o Chevrolet Equinoxx e Peugeot 3008, mas apenas para sistemas Android –, o protótipo da Qualcomm mostra quanto aumentou a velocidade na introdução de novas soluções para os desafios da eletrificação. a estação reduz a carga de 350 KW para 200 KW”. O futuro próximo apresenta a possibi- lidade de anabolizar os sistemas de dis- tribuição oferecendo maior suporte para a passagem de corrente elétrica. Dessa forma a operação de recarga completa da bateria poderia até levar o mesmo tempo do abastecimento dos veículos tradicio- nais, nos postos de combustíveis: “Isso acontecerá: com a tecnologia dis- ponível não há nenhum problema para aumentar a tensão da bateria para 1,2 mil W e, em seguida, ao mesmo tempo au- mentar a corrente que, no final, pode gerar potência de 600 a 700 KW”. Ovice-presidente de comunicação para tecnologia e inovação da ABB, duas áreas envolvidas na construção desse novomo- mento rumo à mobilidade com emissões zero, acredita que nos próximos cinco anos haverá uma conscientização do consumi- dor sobre a oferta de produtos e serviços por meio das tecnologias mais robustas, confiáveis e adaptáveis às necessidades das pessoas. Que já estão aí. Divulgação/Formula E

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