AD 343

50 Abril 2018 | AutoData EVENTO » SEMINÁRIO AUTODATA para eficiência energética de modo a não perder o bonde tecnológico. A presidente da Unica, União da Indústria da Cana-de- -Açúcar, Elizabeth Farina, lembrou que “já foi aprovada pelo Congresso redução de 43% nos níveis de CO ² até 2030. Há um cronograma para isso. Então já sabemos onde queremos chegar. Agora temos que definir qual será a matriz energética para o uso da terra, energia elétrica e combustí- veis. E o etanol pode contribuir nessas três áreas. Espero que o Brasil saiba aproveitar essa oportunidade: precisamos definir as políticas públicas”.  O presidente CAOA Montadora e da SAE Brasil, Mauro Correia, afirmou que pre- visibilidade e regras nas políticas públicas são necessárias para o desenvolvimento de novas tecnologias no País. “O Brasil precisa escolher como quer entrar nesse jogo global. No processo de decisão de investimentos em pesquisa e desenvolvi- mento as empresas pensam no mercado como um todo, para ganhar escala, e não em soluções individuais para cada região.”  O presidente da Bosch para a América Latina, Besaliel Botelho, entende que o desenvolvimento da tecnologia de eletrifi- cação está em ritmo acelerado no mundo mas não necessariamente é uma solução viável para todas as regiões: “O Brasil deu um passo importante nessa questão do combustível. Temos que fazer barulho. Já temos uma alternativa viável, que é o etanol. Precisamos definir qual será a nossa matriz energética”.  Marco Silva, presidente da Nissan no Brasil, acrescentou que hoje não existe uma única resposta com relação às tecno- logias de propulsão de veículos que cada região do mundo deverá desenvolver. O executivo acredita que a eletrificação é uma tendência, mas é necessário definir qual a melhor solução para o Brasil:  “Motor elétrico é uma tendência, mas não sabemos qual é o mais viável para o Brasil. Pode ser, por exemplo, um híbrido que utilize etanol. Não existe uma resposta única para as tecnologias de propulsão”. PESQUISA GLOBAL Estudo realizado pela consultoria KPMG e apresentado durante o seminá- rio trouxe pistas de como o setor avalia seu próprio futuro, conforme destacou o diretor Ricardo Bacellar: “A opinião dos executivos da indústria mudou nos últimos três anos. Amaior parte dos entrevistados agora aposta na célula de combustível como o carro-chefe do futuro da motori- zação, 33% e, não mais nos elétricos, 22%”.  Na opinião dos entrevistados da pes- quisa global o principal entrave para os elétricos será a infraestrutura, questão que é pouco discutida se comparada ao tema dos veículos em si – e que ninguém sabe ao certo como resolver. Na visão dos entrevistados, tanto executivos quanto consumidores, a responsabilidade pela infraestrutura de postos de recarga deve ser das montadoras.  Bacellar destaca que o crescimento da confiança nas motorizações de célula de combustível representa ótima oportu- nidade para o Brasil mostrar que o etanol pode ser usado no lugar do hidrogênio, com a vantagem do País dominar todo o ciclo de produção da matéria-prima que será usada. “Temos a solução pronta e isso será uma oportunidade de negócios muito boa para nós.”  Ele indicou que “no futuro todas as tecnologias de motorização terão espaço, uma nãomatará a outra. Não é uma corrida para se apostar em um único cavalo”. Os dados da pesquisa afirmam que até 2040 o mercado anual será de 140,5 milhões de veículos, sendo 25% movidos a célula de combustível, 26% elétricos, 24% híbridos e 25% a combustão interna. Para Marco Silva, presidente da Nissan, ainda que o elétrico represente tendência não existe uma resposta única para a questão das tecnologias de propulsão

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