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12 FROM THE TOP » ANTONIO FILOSA, FCA Julho 2018 | AutoData O napolitanoAntonio Filosa, 44 anos, assumiu há pouco a presidência da Fiat Chrysler Automobiles, ou simples- mente FCA, para a América Latina, sucedendo a Stefan Ketter – com quem trabalhou diretamente na concepção e construção da fábrica de Goiana, PE. E já chegou che- gando, expressão que ele mesmo usou durante entrevista exclusiva a AutoData concedida na ala da presidência, em Betim, MG, onde ficará baseado. Antonio, como prefere ser cha- mado, é legítimo alfisti – o que por si só configura excelente atributo. Além disso formou-se engenheiro pelo Instituto Politécnico de Mi- lão e gestor pela Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais. Chegou ao Grupo Fiat em 1999 e acumula passagens por unidades da em- presa na Espanha, Estados Unidos, Itália, Argentina e, claro, Brasil. Em Betim foi gerente de lo- gística interna, de planejamento estratégico e de compras, além de diretor adjunto de manufatura. Passou a diretor de compras para América Latina e diretor geral da FCA Argentina. Representou, como principal executivo da região, a América La- tina no FCA Capital Markets Day, sentado na primeira fileira dos exe- cutivos que assistiramà divulgação do plano estratégico damontadora para os próximos cinco anos pelo próprio Sergio Marchionne (veja na página 44). Nessa entrevista ele pormeno- riza as ações para a região dentro desse universo, que representa aporte de R$ 14 bilhões – conside- rando as premissas que o espera- do Rota 2030 trará para a indústria em algummomento. Na eventual mudança dessas premissas haverá reavaliação para validação desse aporte, assegurou. Entrevista a Leandro Alves e Márcio Stéfani Chegar chegando Qual será sua principalmissão no cargo? Ketter transformou a empresa emmulti- marca, em FCA. Hoje claramente somos FCA, nosso DNA se transformou. Aminha missão será continuar esse processo partindo de uma base industrial muito forte, bem enraizada, com valores úni- cos que as marcas têm e a partir disso desenvolver planos de negócios que fortaleçam nossa presença e a liderança de resultados na região. No Brasil o pro- cesso já está estabelecido e precisa ser desenvolvido, naArgentina começou um pouco depois e agora precisa ser acele- rado, e emmarço abrimos um escritório regional para o resto da América Latina, que engloba quinzemercados. Os maio- res são Chile, Peru e Colômbia mas há vários outros, com exigências e clientes bemdistintos e característicos, ainda que um pouco menores, para onde iremos com a filosofia FCA. Continuaremos a ser Stefan Ketter, quando ocupava a lideran- ça da FCAAmérica Latina, preferiu ficar sediado emSão Paulo, Capital, enquanto o senhor escolheu Betim. Alguma razão específica para isso? Desde sua transformação, em 2009, com a fusão das operações, a estraté- gia toda da FCA passou de monomar- ca para multimarca, de monoprodução para multiprodução, como é Goiana, em Pernambuco, que talvez seja a melhor fábrica FCA globalmente falando. Para essa estratégia se concretizar também comercialmente o que fizemos foi forta- lecer as regionais, e claramente a de São Paulo é importante, representa o maior mercado do Brasil para SUVs, precisa de uma presença maior como sede da Jeep. Mas quando falamos de FCA na América Latina a sede é e sempre foi Betim. Viajo bastante, a São Paulo, Per- nambuco, Argentina, mas a sede é aqui.

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