AD 346

17 AutoData | Julho 2018 Mas, então: sem Rota 2030, sem inves- timento? Nós não recebemos um cheque assi- nado no valor do investimento, mas sim um plano de negócios que parte dessas premissas. Se mudarem as premissas muda o plano de negócios. Dentro do plano FCAquantos lançamen- tos estão previstos? Vinte e cinco, no Brasil e na América Latina. Alguns com produção local e outros importados. Alguns serão pro- dutos completamente novos, do zero, e alguns completamente renovados que manterão o nome, como por exemplo o Mobi. Teremos um novo Mobi. A gama vai ser fortemente renovada. E a Argentina? Houve uma desvalorização muito forte do Peso, que gerou uma instabilidade cambial forte e levou a uma negociação com o FMI. A Argentina tem uma lide- rança política bastante orientada para o marketing, encabeçada pelo presi- dente Maurício Macri, que tem boa cre- dibilidade global por seu passado de empreendedor, é um político de visões empresariais importantes. Isso permitiu à Argentina acesso a crédito de US$ 50 bilhões, onze vezes a cota a que ela teria direito no FMI. É uma negociação histó- rica. Acreditamos que esse fato, asso- ciado a uma nova série de intervenções políticas e econômicas, ajudará a recu- perar a estabilidade que o país perdeu nos últimos seis meses. Como impacto imediato reduzimos nossas projeções: em outubro do ano passado acreditá- vamos em mercado interno de 950 mil unidades e agora vemos algo como de 850 mil a 900 mil unidades. Boa parte desses 100 mil veículos perdidos viria do Brasil, e portanto deverá ocorrer um impacto aqui também. Essas 100 mil unidades seriam recupe- radas já em 2019? Quais são suas projeções de mercado? Para este ano 2 milhões 480mil automó- veis e comerciais leves. Em 2022 chegará a 3 milhões, sempre com um cresci- mento mais acelerado em SUVs, que chegarão a mais de 15% de participação na América Latina. Por isso precisaremos de mais capacidade em Goiana, pois lá já estamos operando no máximo. Em sua opinião o Rota 2030 sairá ainda este ano? O Rota 2030 representa justamente uma daquelas boas conversas de conver- gência das quais participamos e uma das premissas do investimento. Nós desenhamos esse investimento nos ba- seando exatamente nessas premissas. Estamos próximos delas, e não só as do Rota 2030. Quando essas premissas forem completamente realizadas efeti- varemos todo esse investimento. Eu sou otimista e acredito que as premissas não mudarão. Se mudarem precisare- mos entender que tipo de impacto isso - cício neste sentido. Tenho a certeza de que a visão dos governos e das empre- sas é no sentido de desenvolvimento industrial e, de forma otimista, acredito que concretizaremos esse investimento em tecnologia, inovação, produtos e capacidade. Acho que estamos perto, cada vez mais perto. “Não existe uma indústria como a nossa, muito intensa em investimento, que não se fundamente em localização. Do contrário você investe em capacidade fabril e ainda gasta dinheiro em ineficiências logísticas.”

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