AD 346

18 FROM THE TOP » ANTONIO FILOSA, FCA Julho 2018 | AutoData Nos mercados emergentes as reações são sempre mais fortes, tanto para baixo quanto para cima. Entendo que em um ciclo de 24 meses se possa pensar em uma recuperação, mas tudo dependerá do que vai acontecer ali nos próximos três a seis meses. A Fiat foi líder de mercado no Brasil por uma década. Para quando o senhor esti- ma uma recuperação, semcontar Jeep? Somos líderes como FCA, esse foi um objetivo planejado e construído. A Fiat é a marca que mais cresceu no varejo a partir de março. Se considerada apenas a Fiat em 2020 podemos retomar a lide- rança. Nosso objetivo é tornar a FCA líder do mercado regional, não só no Brasil. Na Argentina neste ano já estamos no Top 3 e fechamos o ano passado bem atrás disso. Nos outros países daAmérica Latina a FCA está ganhando participa- ção, estamos perto de 3% e temos a ambição de crescer ao longo do ano. É clara uma mudança de perfil para a marca Fiat no Brasil. Isso permanecerá ou a Fiat voltará a brigar commais força no segmento de entrada? Alguns preceitos da marca Fiat nunca serão alterados, como por exemplo o design em estilo italiano, a ousadia, a inovação. Não deixaremos a faixa de entrada do mercado, mas avançaremos mais em outras. Qual sua expectativa com relação ao futuro, emespecial levando-se emconta a eleição presidencial em outubro? Espero que a liderança política brasilei- ra entenda que um país em busca de evolução e de desenvolvimento deve ter atenção aos mercados, à indústria, e estamos abertos para que isso possa acontecer. O brasileiro tem garra, moti- vação, sempre se destaca em equipes globais, tem competência. Uma política orientada para o mercado pode ajudar a alavancar isso. “Na Argentina estimávamos mercado interno de 950 mil unidades e agora vemos algo perto de 850 mil a 900 mil. Boa parte desses 100 mil veículos perdidos viria do Brasil.”

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=