AD 346

35 AutoData | Julho 2018 O sr. diria então que elas estão satisfeitas com a decisão de se tornarem fabricantes locais? Sim, estão satisfeitas, mas vale lembrar que a expectativa de negócios estimada por ocasião da construção das fábricas era cerca de o dobro do volume que acontece hoje. Houve um aumento da rede e todo mundo teve que se reestruturar. A expectativa é que esta situação se reverta e a presença das fábricas se justifique. O consumidor do segmento de luxo naturalmente é um cliente mais exigente em termos de sofisticação tecnológica, em todos os sentidos. Como especialista na distribuição para este segmento, como o sr. vê o futuro do negócio? Podemos acreditar em evoluções na rede, como venda e prestação de serviços pela internet, mudanças na experiência de compra etc. chegando primeiro ao segmento premium? As marcas de luxo trabalham globalmente em forte evolução tecnológica de seus produtos, como veículos 100% elétricos, autônomos etc. Como o Brasil se encaixará neste contexto em sua opinião, particularmente em termos comerciais e de utilização prática? A mudança no modelo de vendas de veículos é inevitável e vai acontecer de maneira mais rápida que outras ocorridas no passado. Temos que nos preparar. Haverá um momento de transição, em que os dois modelos vão conviver. A venda online é uma realidade e já acontece do primeiro contato com a concessionária, por meio de sites ou mídias sociais. Precisaremos entender ainda melhor o cliente e tratar a questão digital de maneira eficiente e rápida, porque ela passou a ser fundamental no processo. Temos que estar atentos também à questão da mobilidade e do uso do automóvel como ferramenta de serviço. É uma tendência mundial e vai acontecer também no Brasil. O processo de mudança vale para todas as marcas. A experiência do cliente dentro da concessionária será cada vez mais importante. Na nossa loja Audi de São Paulo, Capital, por exemplo, existe uma cafeteria para dar ao cliente mais conforto e liberdade caso precise aguardar por algum tempo. No caso dos superesportivos a relação com o cliente é diferente: são carros mais artesanais e seus compradores valorizam muito a exclusividade e a tecnologia. Seja qual for o perfil da marca e da concessionária, temos que proporcionar uma experiência única ao cliente. Isso representa necessidade de mudanças nas concessionárias. As marcas premium já estão exigindo alterações aqui para 2019, como estação de recarga rápida para elétricos. O treinamento da parte técnica também é mais complexo. Teoricamente o motor elétrico exigirá menos manutenção, mas serão necessários cuidados especiais para manipulá-lo. Também será necessária uma atenção especial à digitalização e à conectividade. 6 7 5 4

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