AD 346

8 » LENTES Julho 2018 | AutoData Divulgação/VW AUTOLATINA É SÓ LEMBRANÇA Bastou Ford e Volkswagen, por meio de suas matrizes, divulgarem acordo de intenções com relação a potencial colaboração futura de suas áreas de veículos comerciais para que experiência passada, a Autolatina, exercida no Brasil e na Argentina, voltasse à mente das pessoas – a experiência e seus resultados, é claro. O que importa, contudo, é que o mundo é diferente daquele fim dos anos 80. As empresas, por exemplo, não se declaram pretendentes a uma sociedade, como foi o caso Autolatina, daí não haver sentido a compra ou a troca de ações. Nem delimitaram geografia – ou onde as coisas ocorrerão – para o caso presente desse acordo de intenções. AUTOLATINA É SÓ LEMBRANÇA 2 Por tudo o que ouvi após a dissolução da Autolatina nenhuma das empresas sentiu-se exatamente prejudicada com aquela associação: sentiram-se satisfeitas pelos resultados e, igualmente, pelo seu fim. A Ford teve o caixa reforçado, a Volkswagen teve, como saldo, a fábrica de motores de São Carlos, que aprontou a toque de caixa, e a de caminhões e ônibus de Resende, RJ, projeto concluído de certa forma a contragosto em função de decisão inicial autocrática de Iñaki Lopez a bordo de simpático romance – são, hoje, dois projetos de sucesso. AUTOLATINA É SÓ LEMBRANÇA 3 Chateados com a criação da Autolatina foram ficando, à medida que aqueles nove anos corriam, executivos e jovens executivos das duas companhias que já tinham um certo futuro e uma certa perspectiva à vista e que foram remexidos das mais diversas formas, como o são fatos gerados por acidentes de percurso. Alguns deixaram a empresa, outros tiveram sua carreira atravancada. Mas quem sentiu, mesmo, o fim da Autolatina foi a Rede de Concessionários Volkswagen: por causa dos investimentos em Resende e em São Carlos o portfólio ficou estratificado e aquele produto novo tão desejado demorou mais de dois anos para surgir...

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