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12 FROM THE TOP » WILSON BRICIO, ZF Setembro 2018 | AutoData A ZF está comemorando 60 anos no Brasil: em 15 de agosto de 1958 iniciou a construção de sua primeira fábrica fora da Alemanha, em São Caetano do Sul, no ABCD paulista. O primeiro produto nacional foi o câmbio dos DKWmontados pela Vemag. Logo a seguir a ZF do Bra- sil ampliou sua atuação para os veículos comerciais, produzindo transmissões e direções. A fábrica ficou pequena e em 1981 nascia a unidade de Sorocaba, no Interior paulista, que recebeu 100% da pro- dução em 1997. Hoje a ZF já está de olho no fornecimento de powertrain elé- trico, inclusive no Brasil, revela nesta entrevista exclusiva Wilson Bricio, presidente da empresa para a América do Sul e 17 anos de casa. Ele criticou as políticas de in- centivo e não vê o etanol como uma boa saída para o Brasil: acre- dita que os elétricos vão chegar de um jeito ou de outro e o País pre- cisa se preparar para isso. Confira os principais trechos da entrevista. Entrevista a André Barros e Leandro Alves Do DKW aos elétricos lá. O Brasil teve uma relevância estratégi- ca muito grande para a empresa. É uma história bastante rica e que prossegue: recentemente recebemos a ótima notícia que o Brasil será umdos centros globais de desenvolvimento de engenharia da área de produtos agrícolas. Oquemudou na operação ZFnaAmérica do Sul com a aquisição da TRW? Foi uma iniciativa extremamente com- plementar. A única área onde havia al- gum conflito foi em direções, e fizemos um spin-off para esta operação. Todo o resto veio para complementar, como produtos eletrônicos, air bags, freios e mercado de reposição. O grande desafio é unificar duas culturas, estadunidense e alemã, a uma terceira, a brasileira. Tudo andou em tempo recorde, no primeiro ano já tínhamos cerca de 80% das ope- rações integradas, fomos os primeiros a integrar a área de reposição, depois compras, pouco a pouco o RH também. Completamos o processo no fim do ano passado e recentemente inauguramos o primeiro armazém conjunto no mundo, aqui perto, em Itu. AZF está comemorando 60 anos no Bra- sil. Qual o segredo para uma fabricante de autopeças alcançar tamanha longe- vidade no País? É uma demonstração de persistência, de acreditar que temos potencial aqui, e também de competência: sem isso não se sobrevive por tanto tempo no País. A ZF aprendeu a conhecer o Brasil, suas necessidades, como fazer as coisas aqui, como gerir os negócios. Passamos por alguns sustos, inclusive nos últimos anos, mas aprendemos a lidar com isso, e além de trazermos muita tecnologia formamos e exportamos muitos pro- fissionais. A aula de gestão que se tem trabalhando em uma empresa do ramo automotivo no Brasil não há Vale do Silí- cio que cubra. Hoje temos engenheiros brasileiros trabalhando em operações na China e nos Estados Unidos. Esta foi a primeira unidade da ZF fora da Alemanha... Sim, e foi aí que a empresa começou seu aprendizado de internacionalização, os primeiros expatriados vieram de lá para cá e depois brasileiros foram daqui para

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