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32 AD PERGUNTA » MERCOSUL VISTO DA EUROPA Setembro 2018 | AutoData 1 2 3 4 5 Divulgação/VW Em sua segunda visita ao Brasil nos últimos nove meses, Herbert Diess conheceu um novo projeto de carro de entrada que vem sendo desenvolvido pelo time de engenharia da companhia na América do Sul. Ele disse que gostou do que viu, embora afirme não ter ainda batido o martelo para sua produção local. Ele passou a maior parte de seus poucos dias aqui reunido com concessionários, sindicatos e, é claro, a diretoria da companhia na região. Em um pequeno intervalo de pouco mais de meia hora em sua agenda concedeu entrevista à imprensa brasileira. Confira agora as principais questões dirigidas a ele. Herbert Diess, presidente mundial da Volkswagen Esperamos virar o jogo, acreditamos que neste ano conseguiremos empatar os números para retornar à lucratividade em 2019. No ano que vem teremos um novo SUV compacto, será o modelo certo para a região. A idade média dos nossos veículos aqui vai diminuir, então temos um cenário animador à frente. Estamos perdendo dinheiro na região desde 2013. Não é sequer um acordo ainda, estamos explorando as potencialidades. O objetivo é nos veículos comerciais leves, onde na Europa o volume dos concorrentes é maior. Temos que eletrificar estes veículos, custa muito caro, e a Ford está em uma situação semelhante e por isso estamos estudando sinergias. Na região o impacto deve ocorrer na Argentina, onde produzimos a Amarok. Sim, estou preocupado, somos um dos líderes lá. Há uma flutuação muito grande, mas confiamos no governo e estamos comprometidos com ele. A Argentina é muito importante porque precisamos produzir lá para exportar para o Brasil e podermos assim importar maior volume do Brasil para lá. Acho que é a direção certa. Se olharmos racionalmente, até mesmo na Alemanha faz mais sentido utilizar o gás natural em vez da eletricidade. Tudo depende de marcos regulatórios e outras coisas. No geral eu diria que nos países que têm sistemas renováveis de energia os carros elétricos fazem bastante sentido. O senhor está preocupado com a situação na Argentina? Qual sua opinião sobre os biocombustíveis no Brasil? E os resultados financeiros da VW na América do Sul, como estão? Como anda o acordo com a Ford? Creio que não porque se você olhar sob o ponto de vista da pegada de CO2 os flex fuel são uma solução mais racional economicamente falando. Os elétricos necessitam de uma grande infraestrutura, que não existe aqui. Uma massificação de elétricos faria sentido no Brasil, então? Por Leandro Alves
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