AD 348
35 AutoData | Setembro 2018 enorme na operação comercial da Scania no País. Munhoz explica: “Desenvolvemos um sistema informatizado que analisa por completo os dados da operação do cliente e indica qual o veículo ideal para sua de- manda, a motorização, o implemento e diversos outros parâmetros. Quem atende o cliente na concessionária deixará de lado o perfil de vendedor de pastinha para se tornar um consultor de negócios”. Este novo sistema de vendas entrará em funcionamento emnovembro – nomo- mento a rede passa por treinamento, e só aí é que as vendas dos novos caminhões poderão começar. E os veículos serão en- tregues apenas a partir de fevereiro de 2019. A ideia representa a busca por negócios mais rentáveis, como a oferta de serviços de manutenção e de conectividade de frota. O diretor comercial explica que “a venda qualificada nos dá certa liberdade para fugir da ânsia por resultados de gran- des volumes e da guerra de preços. Nosso foco não está nisso”. Afora o lançamento a Scania tem em conta aumento do volume de veículos co- nectados e as oportunidades de negócios envolvendo serviços a partir desse cená- rio: há dois anos todos os modelos saem de fábrica com equipamento de conexão e recentemente a fabricante promoveu adequação para seus modelos mais an- tigos. Com isso deverá adicionar 60 mil caminhões conectados à sua base até dezembro. SBC E TUCUMÁN Para receber a nova família só as uni- dades produtivas tiveramR$ 400milhões: a de São Bernardo do Campo, SP, ganhou novas áreas de pintura, de solda de cabines e equipamentos industriais, enquanto Tu- cumán, na Argentina, recebeu maquinário para produzir os componentes da caixa de transmissão que integra a nova família de caminhões. E a cadeia de fornecedores ganhou re- forço de catorze empresas que até então atendiam a Scania somente na Europa. As negociações para localização tiverampar- ticipação da matriz, na Suécia. Divulgação/Scania A Scania lançou no Brasil nova linha de caminhões NGR, substituta da atual PGR, que consumiu R$ 1,5 bilhão de seu aporte total de R$ 2,6 bilhões para o período 2016-2020. Os caminhões receberamuma série de modificações mecânicas e no design em busca de redução no consumo: a economia total prometida é de até 12%. O desenho das novas cabines foi de- senvolvido emparceria com a Porsche – a aerodinâmica do conjunto foi testada no maior túnel de vento da Europa. A linha atual P, G e R, tem oferta de sete versões. NaNGR passará para 19 combinações, com o acréscimo das versões XTe S, esta a topo de linha, com piso plano e airbag lateral. Nos motores novas potências e tipos de combustível: 7, 9, 11 e 13 litros em onze faixas de potência, de 220 a 620 cavalos, incluindo estreia mundial da opção de 540 cv. Há oferta de três versões movidas a GNV/Biometano e duas a bioetanol. Os caminhões foram submetidos a um milhão de quilômetros de testes para adaptá-los às condições daAmérica Latina – os modelos foram lançados na Europa há dois anos. “São veículos maduros para omercado europeu, que demandamenos dos caminhões em termos de desgaste. O mercado da nossa região é composto por aplicações mais severas, e isso exigiu modificações no chassi e na suspensão, de forma que o conjunto ficassemais robusto”, diz Sílvio Munhoz, diretor comercial. Mais do que os veículos em si, a nova geração traz a reboque uma mudança
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