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14 FROM THE TOP » CARLOS ZARLENGA, GENERAL MOTORS Dezembro 2018 | AutoData tamarmuitomais alto do que o esperado, e sabemos que o negócio automotivo é cíclico, em algum momento haverá uma baixa. Recentemente perguntaram à nossa CEO se ela acreditava que uma crise poderia ocorrer e quando, e ela res- pondeu que não sabia dizer exatamente quando, mas que a cada dia estamos mais perto. Isso é verdade. Não se pode prever com exatidão, mas temos que estar de olhos abertos. Há um segmento de veículos nos Estados Unidos que está apresentando melhor rentabilidade do que antes, há a mudança para a eletrifi- cação, há um investimento fortíssimo para os autônomos... o que a GMestá fazendo é alocar investimento nos melhores lu- gares onde se pode ganhar. E aqui é um destes lugares? Sim. Somos a número 1 na sexta eco- nomia do mundo, o Brasil, e número 1 noMercosul, umdos maiores mercados automotivos domundo. Aqui claramente é um lugar onde podemos ganhar e por isso vamos investir aqui. Daí veio também a venda da Opel? A Opel... ela estava com uma participa- ção de mercado pequena na Europa, menos de 4%, precisava de investimen- tos muito fortes para atender as regras de emissão locais e não tinha grande capacidade para crescer globalmente. Foi uma decisão estratégica, para focar em autônomos e elétricos, e estamos liderando em ambos. Quando anuncia- mos que teríamos ummodelo autônomo comercialmente viável em 2019 foi um choque para a indústria, até para a própria empresa. AGM temsidomuito disciplina- da para decidir onde aplicar seu capital. Também saímos da Rússia, da Índia, da África do Sul, porque achamos que não estávamos ganhando nestes mercados como deveríamos ganhar. Os investidores da GM acham que esta é uma boa ideia. E como fica a Argentina neste cenário? Os onze lançamentos que anunciamos para 2019 são no Mercosul, não só no “Tem muita gente falando que o mais importante é ser líder. Eu diria que o mais importante é o cliente, e não sei se faz muita diferença para ele você ser a número 1.” mesma, há uma regularidade, não oscila muitomês amês, não temos 97% emum mês e 2% no outro. Nosso processo é sustentável, constante. Mas quero deixar claro que não estamos buscando lideran- ça demercado como objetivo. Queremos uma empresa relevante, especialmente para o cliente, lucrativa, sustentável e que cresça comuma rede forte e empolgada. Quando isso tudo acontece junto normal- mente você automaticamente estará na condição de líder ou muito perto dela. Uma empresa é feita de muitas coisas, e se você só vai atrás de uma coisa es- pecífica, ‘ah quero ser a número 1’, você desbalanceia o resto. Tem muita gente falando que omais importante é ser líder. Eu diria que omais importante é o cliente, e não sei se faz muita diferença para ele você ser a número 1. Oanúncio damatriz de que aGM fechará fábricas e cortará empregos pode res- pingar no Brasil? Não. Vamos anunciar um novo pacote de investimentos aqui no ano que vem. Mas é preciso entender que somos uma empresa só, nossa região não está des- colada do resto do mundo. A GM não está em uma situação financeira difícil hoje. Os cortes que a GM anunciou nos Estados Unidos não têmnada a ver com isso: se você olhar nossos resultados lá verá que são alguns dos mais fortes da história. O ponto é outro. Temos que ser responsáveis e entender como manter a sustentabilidade no futuro. A indústria hoje nos Estados Unidos está emumpa-

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