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16 FROM THE TOP » CARLOS ZARLENGA, GENERAL MOTORS Dezembro 2018 | AutoData Brasil. Omercado argentino fechará 2018 na casa de 800 mil unidades, o que é um volume historicamente bom, não é recorde mas é bom. O caso é que este volume será alcançado com uma se- gunda metade do ano bem difícil, em especial no quarto trimestre. Um pro- blema é que na Argentina o consórcio é muito importante, tanto quanto as vendas diretas aqui no Brasil, e este canal está commuitas dificuldades, por aumento de preço, desvalorização da moeda. Acho que a primeira metade do ano que vem naArgentina será difícil e a segundame- tade poderá sermelhor. Vamos dizer que seja 650mil unidades ali no ano que vem, quem sabe até um pouco mais, 700 mil. Voltando ao nosso mercado: como o senhor vê o avanço das vendas diretas? O crescimento das vendas diretas, como canal, não é inorgânico, é verdadeiro, não é uma bolha. Mas a taxa de crescimento do varejo deve ser mais forte no ano que vem, então o índice das vendas diretas vai cair. Outro ponto importante nesta questão: se você observar o resultado financeiro de locadoras deveículos, e não só no Brasil, uma parte do lucro vem da revenda, e isso, em termos econômicos, precisará de ajuste umdia. O ativo deveria ser parte do custo e não do lucro. Por isso estão sendo dados descontos que não são sustentáveis, foram concedidos para não fechar fábricas, mas quando o volume voltar isso vai se normalizar. Qual a sua opinião a respeito da redação final do Rota 2030? Quanto à eficiência energética considero que já estamos hoje em um nível tecno- lógico no qual conseguiremos atingir as metas de forma confortável. Mas meu ponto de vista é outro. Eu acho que o Rota deveria ser realmente uma política industrial automotiva, que fosse relevan- te, e o programa virou basicamente um cronograma de emissões e de itens de segurança. Mas o que passou passou, agora temos uma oportunidade de olhar para a frente, para uma indústria que tem, “A GM global não está em uma situação financeira difícil. Os cortes que a empresa anunciou nos Estados Unidos não têm nada a ver com isso.”

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