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10 » LENTES Fevereiro 2019 | AutoData Por Vicente Alessi, filho Sugestões, críticas, comentários, ofensas e assemelhados para esta coluna podem ser dirigidos para o e-mail vi@autodata.com.br FOICE, MARTELO. Que o governo que tomou posse em janeiro empunha foice para abrir espaços em Brasília, DF, não é surpresa. Ainda é incerto o alcance da lâmina, mas já se sabe que a turma do ex-MDIC esteve em sua trajetória. No que diz respeito ao negócio veículos Margareth Gandini, principal interlocutora da indústria no processo de criação do Rota 2030 e cabeça pensante da Secretaria de Desenvolvimento Industrial, ocupará funções que passam longe do setor. De acordo com pessoa próxima ao assunto ela é profissional de carreira sem vínculos com partidos, mas com restrospecto ainda insuficiente para não ser, nas palavras da fonte, escanteada. FOICE, MARTELO. 2 O Rota 2030 virou lei e norteará a indústria nacional de veículos pelos próximos quinze anos. Incertezas, no entanto, continuam pairando sobre a cabeça de quem toma decisões. Isto porque quem bate o martelo no governo sobre os anseios dos fabricantes está inclinado a promover mudanças no texto da nova política. O atual ministro teria dito, dentro da mesma sala ocupada pelo antecessor, que não mexerá “com o Rota neste momento, mas alterações pontuais no decorrer do tempo e da nova política nós iremos fazer”. Há quem diga que alterações serão feitas justamente no ponto vital da nova política, que não é outra coisa senão os incentivos concedidos. Outras medidas, no campo econômico, também assustam e tiram o sono, segundo fonte: “Esses caras vão abrir o mercado, vai cair o câmbio, as coisas serão mais complicadas para quem produz aqui”. IMPASSE NO RS A General Motors está próxima de lançar sua nova gama de veículos para mercados emergentes e, em Gravataí, RS, testes na nova linha estão sendo feitos desde o ano passado, o que a fez promover paradas para ajustes e algo mais: estava empenhada em resolver questão muito importante na cadeia de fornecedores. Em resumo: determinou seus novos parceiros por meio de concorrência baseada no menor preço. Quem venceu esteve de olho na escala do negócio, pois trata-se de fornecimento global, e esqueceu de checar – ou decidiu deixar para considerar mais tarde – se havia condições de atingir o preço que afirmou ser possível praticar nos BIDs. Algumas empresas constataram dificuldades para cumprir o que fora estabelecido, e isso gerou problemas para a GM, sobretudo no cumprimento de prazos de produção. IMPASSE NO RS 2 Mas há mais: razoável contingente dessas empresas, as que ganharam contratos, com surpresa foi comunicado que eles – os contratos – estavam congelados até segunda ordem: até a companhia decidir se ficará, ou não, no País.
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