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12 FROM THE TOP » JOHANNES ROSCHECK, AUDI Fevereiro 2019 | AutoData P hD em engenharia mecâ- nica e industrial e CEO da Audi do Brasil desde feve- reiro de 2017 o austríaco Jo- hannes Roscheck tem profunda ligação com o Brasil em sua car- reira. Como um de seus primeiros trabalhos na matriz alemã, de 1995 a 1997, participou da equipe que desenvolveu o projeto de cons- trução da fábrica VW-Audi em São José dos Pinhais, PR. Veio ao Brasil e aqui ficou de 1997 a 2001 justamente naquela unidade, como CFO e depois di- retor da divisão – por isto é fluente em português. Depois, ainda pela Audi, passou pelos Estados Uni- dos e Hungria. O executivo recebeu a equipe de jornalistas de AutoData para sua primeira entrevista a esta se- ção From the Top nos escritórios da empresa na Zona Sul de São Paulo, Capital, onde falou das he- ranças do Inovar-Auto, Rota 2030, competitividade do veículo na- cional, estratégia para mercado interno no segmento premium e muito mais. Acompanhe. Entrevista a Leandro Alves, Márcio Stéfani, Marcos Rozen e S Stéfani Desafio das quatro argolas de incentivos, mas deu origem a uma discussão sobre o tema. Alémdissomui- tas coisas importantes não entraram no programa, mas tenho convicção de que quando este novo governo estiver total- mente estabelecido poderemos definir logo isso. E a questão do crédito do IPI que sobrou do Inovar-Auto para as fabricantes de baixovolume, que já havia sido acordado com o governo anterior? Isto não foi resolvido ainda e é um ponto importante para nós. Pretendemos falar com o novo governo a partir de fevereiro sobre este tema. Havia um acerto com o governo anterior: primeiro seria um decreto à parte, depois entrou como parte do Rota, o que apesar de não ser a solução ideal foi uma solução. Mas, no fim, ficou para 2019. Durante o Salão do Automóvel, em no- vembro, o senhor demonstrou preocu- pação com a indefinição sobre o Rota 2030. Agora que o programa virou lei, representa estímulo para maior nacio- nalização de modelos Audi? A aprovação foi um passo muito impor- tante, mas ainda há algumas definições e pormenores importantes para nós em aberto. Estamos seguindo com nosso planejamento para produção local, mas é muito cedo para algo mais concreto. O regime aprovado ficou essencialmente concentrado emP&D. Era o que o senhor esperava? Durante a fase final de aprovação do Rota houve uma discussão sobre incen- tivos locais, o que foi umerro estratégico muito grande. A indústria perdeu credi- bilidade pois o Rota não é um programa

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