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14 FROM THE TOP » JOHANNES ROSCHECK, AUDI Fevereiro 2019 | AutoData O Rota 2030 representa um definidor para novos investimentos da Audi aqui? Sim e não. O fato da devolução dos cré- ditos não ter sido resolvida deixa um pouco de dúvida sobre a responsabili- dade do País e a própria capacidade da indústria de resolver alguns temas: não se pode eternamente discutir a mesma coisa sem resolvê-la. O governo anterior terminou sem definir esse ponto. O atual governo tem, aomenos em tese, uma postura diferente do anterior diante de temas como este. Isso o preocupa? Há, sim, certa preocupação. É como se tivéssemos dinheiro em um banco que fechou e foi vendido para outro: o dono do banco anterior já tinha reconhecido que o dinheiro era nosso, mas agora vendeu o banco e passamos a ter que rediscutir o tema com o dono novo. Também em teoria o novo governo de- fende uma redução geral de impostos, sem se preocupar com questões seto- riais específicas. Qual a sua avaliação? Precisamos resolver o passado, fechar esse capítulo e olhar para a frente. O Rota dá uma base, define uma política em termos de tecnologia. Acho que a coisa mais importante é a indústria ter um caminho claro, sabermos aonde o Brasil quer chegar. O resto é questão de tempo, de fazer ajustes. O tema tributário tambémémuito relevante, porque abor- da a competitividade. Hoje não conse- guimos sequer exportar para países lati- no-americanos a partir do Brasil, e uma das razões é a política tributária, muito antiga. Aqui no Brasil a porcentagemdos impostos em si não é absurdamente alta, mas eles são cobrados em cascata e o processo industrial sofre por isto. Essa política faz mal ao desenvolvimento da mão de obra e da tecnologia, porque a indústria reduz ao máximo possível o número de etapas do processo produ- tivo para pagar menos impostos. O senhor já demonstrou inconformismo por não conseguir exportarAudi do Brasil

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