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22 Fevereiro 2019 | AutoData MONTADORAS » SCANIA A fase final e crítica de treinamento ocorreu em dezembro, quando três NTG passarama sermontados ao dia ainda jun- to com os PGR. Ao todo foram fabricadas 235 unidades da nova família empré-série, mas antes mais de 1 mil cabines dos novos caminhões também foramproduzidas para validar o produto e seus processos. NA FÁBRICA Do total investido R$ 340milhões foram apenas para erguer nova unidade de solda a laser para as cabines, em dezenove va- riações – na família anterior eram somente sete. Aárea, de 13 mil m 2 , abriga ao todo 75 robôs, responsáveis por todo o processo. A Scania assegura que é a única fabricante de caminhões do País a realizar o processo de solda a laser em 100% de suas cabinas e a tecnologia, segundo a empresa, ele- va a qualidade da vedação e a resistência estrutural, além de assegurar geometria perfeita e necessária para que uma das características no novo caminhão, omelhor índice aerodinâmico, que sozinho reduz consumo em 2%, seja de fato alcançada. Para Podgorski essa unidade “é uma das mais modernas existentes no Brasil hoje”: ali há uma nova célula de medição, com sistema ótico que avalia digitalmente as cabines produzidas em cada uma de suas frações de milímetros – tecnologia ainda não disponível nemmesmo namatriz sueca. A capacidade de produção é de 25 mil cabines/ano. A fábrica ganhou tambémestrutura para teste de vedação, que confirma se não há qualquer ponto de infiltração na cabine. O volume de água a banhar os caminhões é tamanho que, segundo o presidente, “representaria uma enchente de grandes proporções se ocorresse na natureza”. Ainda emoutubro de 2016, como parte da preparação do processo produtivo dos NTG, foi inaugurada área com o pompo- so nome de Appearence Approval Report & Matching, onde são avaliados todos os itens externos e internos que envolvem a aparência das cabines, como textura, pro- fundidade, brilho e cor. São conferidas ao todo setecentas peças de plástico emetal. Aárea quemenos precisou de atualiza- ções foi a de pintura: a atual, construída do zero, foi inaugurada em2015 e desde então já contava com boa parte dos processos automatizados – consome 40%menos tinta do que a antiga, por exemplo. É natural que grande parte das atenções tenha sido reservada à linha demontagem. Podgorski avalia que esta até então era a área mais defasada do complexo de São Bernardo do Campo e, agora, é uma das mais modernas: “A remodelação foi com- pleta”. Destaque para a automação total dos processos de adesivação e de instalação do para-brisas. Ali e nas demais áreas produtivas da fábrica, que incluem ainda a produção de chassis, motores e transmissões, houve um grande trabalho de TI para integrar não só os maquinários de todo o complexo mas também os sistemas de informática aos novos padrões exigidos pelos NTG, base- ados nos preceitos de Indústria 4.0. Como bempontua Podgorski esse “é um trabalho invisível, que só se nota caso não funcione”. Essa parafernalha toda, que hoje se convencionou chamar de conectividade, é fundamental para colocar em prática outro elo que envolve os NTG: o sistema QUANTA DIFERENÇA Christopher Podgorski, presidente da Scania Latin America: só a fachada do prédio administrativo da unidade de São Bernardo do Campo permaneceu inalterada. Já a área fabril...
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