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24 Fevereiro 2019 | AutoData MONTADORAS » SCANIA de comercialização. Com os novos caminhões a Scania quer mudar o método de venda, oferecendo aos clientes veículos praticamente personalizados, configurados de acordo com o tipo de negócio, transporte, rota e rentabi- lidade. Uma análise conjunta concessionária-comprador via software avaliará itens como velocidade média, gasto comcombustível e capacidade de carga e dará overedicto. “Levamos o estudo de cada aplicação a níveismais pro- fundos. Quando falamos de transporte de longa distância, por exemplo, identificamos onze subsegmentos: o custo e a rentabilidade de um cliente que transporta produtos refrigerados é bem diferente de outro que trabalha com carga líquida. Nossa proposta é oferecer a especificação de veículo que mais favoreça a receita do comprador.” A encrenca é que são cerca de 1 mil combinações de caminhões NTG possíveis, o que aumenta nomesmo nível a complexidade da fabricação dos veículos em todas as etapas produtivas na planta de São Bernardo do Campo. “Por isso passamos por umprocesso longo e custoso, que envolveumuito preparo e treinamento. Mas, agora, chega de treinar: a hora é de jogar.” UNS SE VÃO, OUTROS VOLTAM Não bastasse toda essa complexa questão envolvendo produção e comercialização a troca dos PGR pelos NTG também mexerá profundamente com um dos pilares da fábrica doABC, o das exportações. O envio de caminhões ao Exterior foi absolutamente fundamental para manter a ociosidade da unidade emníveis muito baixos nos últimos anos, mesmo com um mercado interno enfrentando re- duções brutais. Para Podgorski, porém, a conta será equilibrada como retorno de clientes mais tradicionais da operação brasilei- ra, como Rússia, África do Sul, Malásia, Indonésia e Índia, que foram abastecidos pela Europa para os clientes que já optarampelo caminhão novo enquanto o Brasil atendia mercados menos comuns que ainda compravam daqui os modelos descontinuados na Europa. Confirmação de que as exportações continuarão a re- presentar papel estratégico foi a inauguração demais uma nova área da fábrica, em junho do ano passado, dedicada à montagem de kits de veículos total ou parcialmente desmontados. Algumas unidades dos NTG nesse formato, inclusive, já foram despachadas para outros países antes mesmo de começar a produção dos caminhões completos na linha de montagem. Por tudo isso aquele 28 de janeiro representou para a Scania brasileira uma espécie de recomeço, trazendo consigo a expectativa e o frescor típicos. Pode-se até dizer que a fábrica de São Bernardo do Campo inicia o ano de alma lavada – e absolutamente moderna. MONTADOR S » SCANIA

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