352-2019-02
41 AutoData | Fevereiro 2019 dominaram o mercado colombiano no ano passado, respondendo por 30,4% dos licenciamentos. Depois vêm os veículos importados doMéxico, com 18,8% de parti- cipação no total das vendas, e da Coréia do Sul, com 10,2%. Apesar do recente acordo automotivo dos dois países o Brasil ainda é apenas o quarto da lista, com 9,8%, o que, de qualquer forma, representou um avanço de 2,7 pontos porcentuais ante o resultado de 2017. E PARA 2019? Ainda que tenha representado uma espécie de salvador da pátria para a soma do mercado latino-americano em 2018 as perspectivas para as exportações brasilei- ras à região em 2019, isoladamente, não são exatamente animadoras. Segundo as projeções da Anfavea o total de veículos nacionais exportados neste ano deverá ficar em 590 mil uni- dades, o que representaria baixa de 6,2% ante os 629 mil de 2018, que por sua vez já ficou 18% abaixo de 2017 e seus 766 mil embarques. Por segmento a redução está concen- trada nos leves, com esperadas 555 mil unidades exportadas, baixa de 6,8% ante as 595 mil de 2018. Nos veículos pesados a expectativa é de crescimento de 3,7%, para 35mil ante os 33,7mil do ano passado. A razão para este quadro, naturalmente, é uma só: a Argentina. Ainda que as fabri- cantes nacionais busquem novos merca- dos de exportação não há como fugir hoje desta interdependência. Segundo dados da Secex, Secretaria de Comércio Exterior, no ano passado aquele país recebeu 70% dos veículos leves exportados pelo Brasil, 422 mil unidades, retração de 23%. Em 2017 o índice foi muito próximo, 71%. Os argentinos também são os maiores compradores dos nossos caminhões e ônibus, com 35% das exportações, 13,6 mil unidades e queda de 38%. Mas neste segmento já se nota uma menor depen- dência, pois em 2017 eles compraram 58% dos veículos pesados que exportamos. Para complicar um pouco mais o qua- dro nacional o México, que também está em queda em seu mercado interno, foi o segundo maior comprador de veículos leves brasileiros em 2018, com 52,3 mil unidades, participação de 9% e forte que- da de 42% ante os 90,4 mil que recebeu em 2017. Fechando o pódio dos maiores com- pradores de leves Made in Brazil em 2018 ficou o Chile, com 7% e aumento de 34%, para 42,7 mil veículos. Depois vêm Co- lômbia e Uruguai, empatados com 4%, e Peru, com 2%. Nos caminhões e ônibus o segundo maior comprador de veículos nacionais em 2018 foi o Chile, com 18% de parti- cipação e aumento de 40%, seguido da Rússia, 14% do bolo e 102% de elevação ante os números de 2017. Depois estão África do Sul, 6% do total em avanço de 57%, e Peru, tambémcom6%mas redução de 14% ante 2017. Divulgação/VWCO
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