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58 Fevereiro 2019 | AutoData EVENTOS » CES E SALÃO DE DETROIT universal para iluminar o caminho que es- colheu para seus veículos autônomos, que chegam à região Norte já em 2021. Sherif Marakby, o chefão, CEO, da Ford Veículos Autônomos, e Amy Marentic, sua diretora de marketing global, disseram que seu objeto de trabalho, os autônomos, são, ainda, veículos muito caros basicamente por causa de seu “software extremamente pesado”. Estão em testes práticos emMia- mi, FL, e no ano que vem serão levados a Washigton, DC. Os testes na Costa Leste já vivem a fase 4, sem motorista. “Quando eliminamos o motorista signi- ficou colocar as coisas em um nível muito diferente de design, de serviço, de como você projeta o veículo e todo o serviço com call centers, aplicativos e coisas do tipo. Porque é o fornecimento de mobili- dade compartilhada semmotorista, e este é o desafio que temos, planejando serviço focado no consumidor, no cliente, e não mais no motorista, para transportá-lo e às suas mercadorias.” Marakby considera fundamental a colaboração das cidades na criação da infraestrutra necessária para a existência dos autônomos. E que faz parte do seu trabalho tratar de descobrir o que os pas- sageiros desejarão fazer com o seu tempo livre dentro de um carro no futuro. Um autônomo, claro. E que ele busca, como já aconteceu com a indústria aeronáutica, as redundâncias que existem em direção, frenagem e aceleração. Ele reconheceu que as tecnologias que envolvem os autônomos surgem mais rapidamente do que a infraestrutra nas cidades, como a C-V2X, “sistema de comunicação do veículo-com-tudo pelo celular”, no qual a Ford tem a Qualcomm como parceira. Será utilizado pela Ford em todos os seus veículos novos a partir de 2022. A companhia descreve o sistema como “uma tecnologia de comunicação sem fio altamente avançada que permite aos veículos ‘ouvir e conversar’ uns com os outros, com os pedestres e com a infraestrutura de trânsito para transmitir informações de segurança e para criar um sistema de transporte inteligente e conectado”. Foi planejado, o C-V2X, para utilizar a rede de celular 5G. “Atravessar cruzamentos, por exemplo, será muito mais fácil”, contou Don Butler, diretor executivo de veículos conectados da Ford. “Os veículos se comunicarão para negociar qual tem a preferência.” Quem acompanha a vida da Ford mais de perto diz que a Equipe Edison tem tudo para tornar-se ummito na história da com- panhia. Um de seus líderes é Darren Pal- mer, diretor global de desenvolvimento de produto para veículos elétricos. Em conversa com jornalistas reafirmou que o maior desafio ainda são baterias com autonomia além dos 480 quilômetros, as decantadas 300 milhas – um bocado aquém daquelas cantadas por Peter, Paul & Mary nos anos 60. Quando se chegar a essa bateria, Palmer acredita, o consu- midor considerará que, “agora, o elétrico tornou-se viável para a sua vida”. Ametáfora, como a sentimos, perma- nece em aberto, em busca de definição mais perfeita do que aquelas engendradas em fins de noite. Mas que a combinação de Las Vegas com a inteligência embuti- da nos temas da CES é explosiva é, sim, senhor. Coisa daquele médico, Fausto, que, dizem, habitou Goethe. PARECE VEGAS MAS É DETROIT Trapizonga utilizada por jornalistas durante apresentação no Salão de Detroit: se todos os aparelhos tivessem funcionado teria sido um tanto melhor.

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