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8 » LENTES Fevereiro 2019 | AutoData Colaboraram Bruno de Oliveira e Caio Bednarski Divulgação/MBB ELEIÇÃO DA ANFAVEA Foi surpresa, sim, a solução adotada para a eleição das novas diretorias da Anfavea e do Sinfavea, período 2019-2022: as duas chapas ainda inacabadas foram dissolvidas e uma tertius montada para, em tese, driblar o princípio que emperrava a negociação, que era o da rotatividade dos dois principais cargos da diretoria, a presidência e a primeira vice- presidência, por representantes de apenas cinco empresas associadas e deixando de fora profissionais de newcommers ávidos pela cadeira e também aquelas mais antigas, como Toyota, Scania, Volvo, as de máquinas agrícolas et caterva que pouco disseram não à regra do jogo. A segunda surpresa foi um pouco além: raras vezes vieram a público as dissenções internas da entidade – dissenções que, unidas às químicas de novos tempos, desta vez guardam o potencial de gerar soluções realmente inesperadas. NÃO FOI O PRIMEIRO Diretor da área institucional de respeitada montadora, daquelas antigonas, foi visto entrando a passos rápidos na área térrea da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, na avenida Rangel Pestana, aquela que dá acesso aos elevadores. Quem viu disse que não foi o primeiro naquele dia, apertando sempre o mesmo botão do elevador... ELEIÇÃO DA ANFAVEA 2 Afinal, depois de muito agito e de muito debate, internamente e principalmente fora dos muros do casarão da avenida Indianópolis, os dois cabeças de chapa, Rogelio Golfarb, da Ford, ex-presidente com mandato de 2004 a 2007, e Ricardo Martins, da Hyundai, que pouca gente conhece, se reuniram às portas fechadas com os seus candidatos a vice, Luiz Carlos Moraes, da Mercedes-Benz, e Fabrício Biondo, do Grupo PSA. E ali teria sido decidido, por indicação direta de Golfarb, e depois de muito mais do que um bate- boca, que Moraes encabeçaria a nova chapa e que Biondo seria seu primeiro vice. Tudo em nome dos melhores interesses do conjunto de associadas e do setor. Nenhum deles me falou sobre o que aconteceu, e há um pacto de não manifestação reunindo o pessoal anfaveano – o que é compreensível. Golfarb, a quem jamais escondi minhas simpatias a respeito de seu segundo mandato, irmanou-se a todos os graúdos no pacto. Mas, como sempre acontece, há quem saiba de tudo e confidências tornam-se conversa de boteco.
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