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9 AutoData | Fevereiro 2019 ELEIÇÃO DA ANFAVEA 3 Pelo momento não me parece útil, nem tanto espaço há, virar pra baixo a boca desse balaio, mas é razoável lidar com algumas ideias gerais. A primeira delas é o esforço despendido no sentido de se manter o mínimo de unidade de pensamento e de ação do grupo anfaveano, preocupação desde a sua fundação, em 1956, pouquíssimas vezes quebrada. Mostrar coesão, entendimento, força e conhecimento acumulados. A disputa levou os participantes à troca de ideias, ao debate, ao porque sim e ao porque não ao rodízio, a workshops para a melhor compreensão. Mas sucessivas diretorias da entidade, neste século, deixaram correr solta a questão da nova realidade representativa e a crítica ao rodízio – inclusive a atual –, e a situação de hoje é de sua responsabilidade. Mirem a Fiesp, anfaveanos: vocês desejam uma Anfavea tão dispensável, anacrônica, obsoleta como a Fiesp de hoje? ELEIÇÃO DO SINDIPEÇAS Já no Sindipeças a eleição para escolha de sua nova diretoria, e da Abipeças, terá chapas únicas, projetando a reeleição de Dan Ioschpe. Na quarta- feira, 13 de fevereiro. ELEIÇÃO DA ANFAVEA 4 Outra ideia geral é a da qualidade dos representantes que as associadas liberam para representá- las – não exatamente o seu primeiro time, porque isto custa caro. Um dos vice-presidentes fez a observação: “Minha impressão, ao participar de reuniões de diretoria nestes últimos anos, é a de que estava cercado de alguns profissionais com muito pouco apreço por veículos, pelo setor automotivo. Por gente que pouco entende do negócio e que não faz esforço para aprender. Parece que estão ali à espera de um novo emprego. Tudo muito diferente do que contam dos tempos de um Beer, de um Chiaparini, de um Scheuer... e até de um Mendonça”. ELEIÇÃO DA ANFAVEA 5 E há a candente questão da vitória dos, digamos, rebeldes, que teriam obtido a quebra da coluna vertebral do sistema polarizado que combatiam, o do rodízio do poder por FCA, Ford, General Motors, Mercedes-Benz e Volkswagen. É uma tese discutível, pois sempre há quem nos lembre que Golfarb – que de apedeuta não tem nada –, além de escolher presidente e vice ainda fez presidente aquele que seria seu óbvio sucessor exatamente no sistema antigo. Ou seja: será o caso esperar pela próxima eleição, em mais três anos, para definir vencedores e vencidos, coisa que, até lá, talvez não tenha a menor importância? ELEIÇÃO DA ANFAVEA 6 E por que talvez não tenha a menor importância? Porque o mundo automotivo, se recebe os fortes impactos de novas tecnologias que se propõem a alterar a maneira habitual de as pessoas se locomoverem, também está sob a pressão fortíssima da reinvenção do seu próprio negócio e da avidez do sistema, que já disputa a tapa as migalhas dos lucros possíveis – e, neste sentido, certamente vale a pena nos debruçarmos sobre a história e sobre o novel acordo de aliança de Ford com Volkswagen, que, acredito, certamente detém intenções ainda insuspeitas. Ou seja: é uma história que ainda não terminou para que se possa escrevê-la – com muitas cores de olhos e visões. ELEIÇÃO DA ANFAVEA 7 Talvez, esta, tenha sido mais uma oportunidade perdida.
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