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10 FROM THE TOP » FLÁVIO SAKAI, AEA Março 2019 | AutoData D esde o começo do ano a AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, está com um novo presi- dente para o biênio 2019-2020: é Flávio Sakai, diretor da Harman, empresa de infotainment e de co- nectividade automotiva. Ele, engenheiro elétrico, che- gou ao setor automotivo em 2003 via VDO e posteriormente suas su- cessoras, Siemens VDO e Conti- nental, da qual transferiu-se para a Harman em 2016. O fato de um engenheiro que não nasceu no setor automotivo presidir a AEA diz muito sobre o atual momento da profissão, que, para Sakai, vive um cenário demo- dificação semvolta –mas, entende que, “a engenharia não morre, se transforma”. Sakai concedeu essa entrevista exclusiva durante visita a sede da AutoData Editora, em São Paulo. Confira os principais trechos desta conversa. Entrevista a Leandro Alves e Marcos Rozen Recado duro mas necessário Mas existe pelomenos umcaso demon- tadora que possuía aqui no Brasil um centro de desenvolvimento global de produto que foi inteiramente desman- telado... De todas as montadoras só uma está um pouco devagar nessa área, e acho que vão mudar. Temos projetos globais de tecnologia sendo feitos aqui, com produtos que têm software, segurança cibernética, cockpit digital. Vamos falar de plataformas de veículos: essamesma fabricante lançará aqui em breve uma nova geração de produtos desenvolvida na China. De fato existe a questão de plataformas globais de produto e todas trabalham assim. A base normalmente é desen- volvida lá fora e eventualmente aqui são feitas adequações. O que eu vejo para o mercado automotivo nacional é um trabalho intenso na experiência do usuário e para fazer isso há adaptações locais. Como o senhor vê o papel da AEA hoje? Um pouco o trabalho de orientação téc- nica e um pouco o desenvolvimento da engenharia nacional: são questões interligadas. Se a engenharia não se for- talecer e crescer não faz sentido existir uma entidade de orientação técnica. Qual o momento atual da engenharia automotiva nacional? A sua própria ex- periência não é ligada diretamente ao core business da indústria... Existe emcurso umprocesso demudan- ça, que é natural. As áreas de tecnologia dentro das montadoras e dos tiers foram reforçadas em termos de engenharia, as empresas investiram nessa área. E fora da área de tecnologia? As montadoras sabem que precisam se adaptar: para serem competitivas pre- cisam avançar nas novas tecnologias, e estão investindo nessa área. Existem muitos projetos locais nessa área, inclu- sive para plataformas globais.
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