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14 FROM THE TOP » FLÁVIO SAKAI, AEA Março 2019 | AutoData “Não vejo conflito nem concorrência da AEA com a SAE e o IQA. Acho importante que os profissionais tenham acesso a opiniões variadas de associações distintas.” “Não podemos dizer que Anfavea, AEA, Sindipeças e governo descobrirão uma solução para manter 100% dos engenheiros trabalhando em nosso mercado.” motiva e eu no meio, e agora o futuro do carro aponta para a eletricidade. O que quero dizer é que é muito difícil prever a profissão do futuro, mas o que está claro é que o engenheiro automotivo precisa mudar para engenheiro da mo- bilidade. Omundo não é mais só o carro, o produto, é mobilidade, tem o produto mas também o serviço, a infraestrutura. Temos que mudar o foco, não existe mais o fazer só um produto, um carro, ummotor, um painel, o mundo não é só isso e a engenharia também não. Não é uma distância tão grande assim. Não seria mais razoável imaginar que o custo da China aumentará mais do que o do Brasil diminuirá? Quando digo que temos que ser com- petitivos não quero dizer que devemos massificar a engenharia, como acon- teceu na Índia e na China. Nós temos que buscar algumas áreas onde temos maior condição de competir: o objetivo é identificá-las e investir nessa formação específica. O etanol, por exemplo, é im- portante, não podemos deixá-lo morrer só porque o mundo está investindo nos elétricos. Qual o futuro do engenheiro automoti- vo no Brasil em termos de educação? Muita gente hoje não quer mais seguir essa carreira. Vamos pegar o meu próprio exemplo: eu queria ser físico, mas pensando em carreira optei por engenharia elétrica, com especialização em eletrônica e de- pois telecomunicações. A princípio era segmento que não tinha nada a ver com automotivo, mas ao longo dos anos a conectividade entrou na indústria auto-
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