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16 FROM THE TOP » FLÁVIO SAKAI, AEA Março 2019 | AutoData “Durante o desenvolvimento antes se falava com o engenheiro de produto e pronto. Hoje se fala com ele, com o responsável de TI, com o de conectividade...” Como seria esse engenheiro da mobi- lidade? Talvez pudéssemos chamá-lo de enge- nheiro de infraestrutura. E existemvárias infraestruturas: a de telecomunicações, de eletrificação, de integração dos sis- temas etc. O caso é que antes, quando um profissional de um fornecedor ia a uma montadora, ele conversava com o engenheiro daquele produto e pronto. Hoje conversa-se comessa pessoa mais o responsável de TI emais o responsável pela conectividade... não se fala mais só sobre o produto, fala-se sobre o sistema. E como se explica isso para o estudante que está hoje na faculdade, ou prestes a se formar? Tudo está no P&D, que é inclusive o objetivo do Rota 2030. Não consegui- remos ser uma indústria sustentável sem avançar em algumas tecnologias. A motivação para o futuro profissional está emmostrar que a área émais ampla do que desenvolver, fabricar ou adaptar um produto. Não é à toa que boa parte dos novos negócios de mobilidade tem ligação com startups. Hoje a carreira não é só mais a vida em uma empresa: não podemos mais nos limitar a isso pois a mobilidade, hoje, é muito mais do que a montadora, os fornecedores e as con- cessionárias. Do ponto de vista da retenção de ta- lentos isso não é ruim para o setor au- tomotivo? Umexemplo prático está em dois campos de provas que temos no Brasil, extremamente estruturados mas às moscas em termos de profissionais e de demandas... São coisas distintas. Uma é o profissio- nal enxergar que o mundo não é o só o produto e outra é, no produto, defender as coisas que conseguimos fazer. Os campos de provas serão úteis, no veículo elétrico e híbrido, por exemplo, que têm configurações distintas de relação de peso, de amortecedor, de vibrações. Será necessário estudar, desenvolver, testar.

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