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51 AutoData | Março 2019 A ABB, uma das patrocinadoras da Fórmula E, desenvolveu soluções de recarga para todo o tipo de aplicação. No Salão de Genebra demonstrará seu carregador rápido para ônibus, que será utilizado no transporte dos visitantes da feira. to afetados pela poluição dos motores a combustão. Equipamentos urbanos como semá- foros, metrôs, trens, pontos de ônibus, ciclovias e tantos outros trabalhando de forma integrada e utilizando inteligência artificial prometem uma transformação no ambiente das cidades ao longo dos próximos trinta anos. É o que se espera, apesar dessas soluções ainda estaremum tanto distante da realidade. Ônibus, caminhões, carros, bicicletas, patinetes elétricos, por outro lado, já estão aí. Tecnologias para fornecer energia e manter essa frota em circulação também são conhecidas das empresas que dese- jam atuar nesse ramo. É urgente, portanto, a convergência dessas ferramentas para dar início ao modelo de cidades inteli- gente. Cabe também ao poder público e à sociedade darem suas contribuições para que possam ser operados os investimen- tos necessários à integração de todos os atores dessa complicada trama que é a visão da mobilidade do futuro na América Latina. Foi o que concluiu o ex-presidente do México, Felipe Calderón, um dos porta- vozes dessa discussão na América La- tina, durante a abertura do Fórum: “É o momento para desenvolver sistemas pú- blicos eficientes para que as pessoas não vejam mais a conveniência de usar um carro como vantagem”. Durante o dia de discussões no Fórum Calderon mostrou alguns esforços de ci- dades na América Latina no sentido de mudar a opinião do Legislativo, do Exe- cutivo e, principalmente, da população. O transporte público sobre rodas é visto como o mais eficiente, seguro e o que apresenta os menores custos para aplicação imediata nas grandes cidades da América Latina. Sobretudo por causa da infraestrutura existente para que esses veículos possam circular. Ônibus elétri- cos e conectados em rede trafegando por corredores inteligentes que além de organizar o fluxo também possam servir de postos de abastecimento das baterias é a aposta do momento O problema atual é o que chegou a ser classificado como máfia em um dos painéis do Fórum: os operadores desses sistemas de ônibus. De acordo com Gus- tavo Mañez Gomes, coordenador de mu- danças climáticas para a América Latina e Caribe da Unep, programa das Nações Unidas para o meio ambiente, “não há in-
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