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10 FROM THE TOP » MARCOS DE OLIVEIRA, IOCHPE-MAXION Abril 2019 | AutoData E m 2012, após nada menos do que 28 anos de Ford, sendo os seis últimos como seu presidente para o Merco- sul, Marcos de Oliveira chegou à Iochpe-Maxion e, desde 2014, é seu CEO. Ele dirige uma empresa bra- sileira que é líder mundial na produção de rodas automotivas, tem 31 fábricas em catorze paí- ses – Américas, Europa, África e Ásia –, quinze mil funcionários e faturamento, em 2018, de quase R$ 10 bilhões. Esta é sua segunda entrevista para a seção From the Top: a pri- meira foi exatamente uma década atrás, quando a Ford comemora- va 90 anos no País. Desta vez ele falou sobre as diferenças na con- dução de cada tipo de empresa, ainda que ambas sejam multina- cionais, destrinchou o perfil inter- nacionalizado da Iochpe-Maxion e mostrou sua visão sobre o futuro da indústria automotiva. Entrevista a Leandro Alves, Márcio Stéfani, Marcos Rozen e S Stéfani Um brasileiro CEO de multinacional. Brasileira. E a rotina de trabalho, mudou muito? Pelo menos uma vez por mês há uma viagem ao Exterior, sendo que muitas vezes há mais do que uma. No caso de uma multinacional de fora a relação com os bancos é feita pela matriz, e no nosso caso parte daqui. Assim acabo por viajar bastante não só para visitar fábricas e clientes mas também para eventos com investidores e instituições financeiras. Em abril temos reuniões na África do Sul, em maio em Nova York e na Turquia, em junho em Londres... Além disso 75% de nossa receita [R$ 9,6 bilhões em 2018] vêm de fora do Brasil e é importante manter contato com todos os mercados onde estamos. Qual a diferença de ser o presidente de uma multinacional brasileira e de uma unidade brasileira de uma multinacio- nal estrangeira? A responsabilidade de ser o presidente de uma subsidiária regional de uma multinacional estadunidense é gran- de, mas as decisões estratégicas, as mais importantes, dependem da matriz. No nosso caso, de uma multinacional brasileira, o centro das decisões está aqui, a proximidade com o conselho é muito maior, fazemos reuniões men- sais. A velocidade de decisão é muito mais acelerada, ainda que o tamanho das empresas também faça diferença neste caso.
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