354-2019-04
12 FROM THE TOP » MARCOS DE OLIVEIRA, IOCHPE-MAXION Abril 2019 | AutoData A Iochpe-Maxion prefere produzir lo- calmente em outros países a exportar a partir do Brasil. Por quê? Uma de nossas fortalezas é conseguir atender o cliente de maneira bem pró- xima emvárias regiões do mundo. Além disso esta estratégia nos oferece um hedge cambial importante: produzimos no Brasil, compramos matéria-prima e vendemos nossos produtos em real, produzimos na Europa e compramos e vendemos em euro, produzimos na Tailândia e compramos e vendemos em thai baht... se o real desvaloriza ou se valoriza, por exemplo, não ficamos em desvantagem por questão cambial, a produção está sempre bem casada com a venda em termos de moeda. Além disso temos dívidas em várias moedas, que estão sempre alinhadas com a geração de caixa em cada região. Ao longo da história a Iochpe já atuou emvárias áreas, de compotas de frutas a motores diesel, passando por zíperes e programas de computador. Como foi a decisão de concentrar a linha de pro- dutos apenas em rodas e elementos estruturais para veículos? Nos anos 90, quando a economia bra- sileira enfrentava um momento difícil, houve um entendimento de que fixar- -se em uma linha específica de produ- tos era mais eficiente. Decidiu-se pelo setor automotivo como core business. Ao longo dos anos, e até hoje, vemos oportunidade de crescimento nesse segmento. Não vivemos o dilema sobre o futuro de nossos produtos na indústria automotiva. Até porque carros elétricos também têm rodas e chassi... E até os carros voadores, quando che- garem, precisarão de trem de pouso [risos] . O que fazemos hoje é procurar agregar maior valor aos nossos produ- tos. Em rodas, por exemplo, trabalha- “Não vivemos dilema sobre o futuro de nossos produtos na indústria automotiva: carros elétricos e autônomos terão rodas e chassi.”
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=