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9 AutoData | Abril 2019 Arquivo Pessoal BOM NEGÓCIO À VISTA É o que se diz: já na outra ponta, aquela especializada em vender caminhões Ford, o pessoal vem, diariamente, concedendo descontos a quem os solicita, remarcando pra baixo os preços dos produtos. Apesar da sua reconhecida qualidade é óbvio que o fim da sua produção não ajuda, nada, a venda do estoque remanescente nem dos pouco mais de oitocentos que ainda serão produzidos. Dizem que quem mantiver seus nervos de aço e esperar até quase o fim do estoque levará para casa caminhões de graça. SITUAÇÃO INADEQUADA É uma situação difícil particularmente para empresas fornecedoras de autopeças com dedicação exclusiva à Ford Caminhões, e que surge no segundo estágio do anúncio, pela companhia, do fechamento das atividades da sua fábrica localizada no bairro do Taboão, em São Bernardo do Campo, SP – o primeiro foi o justificado lamento dos funcionários, principalmente do chão-de-fábrica. Neste segundo vai-da-valsa funcionários graduados de empresas fornecedoras contam, não à sorrelfa, que não conseguem resposta de seus correspondentes na Ford a respeito de pedidos feitos, negociados e acertados, em fins de dezembro. Só receberam informe segundo o qual a companhia aceita receber, e pagar, 25% do volume solicitado inicialmente. É um baita preju. SITUAÇÃO INADEQUADA 2 Talvez o pessoal de vendas das fornecedoras esteja nervoso com muita antecedência, mas vale recordar que há maneiras mais adequadas para resolver problemas do que não atender ao telefone ou não responder ao e-mail. SITUAÇÃO INADEQUADA 3 Há fornecedores, há anos dedicados a servir fraternalmente à Ford Caminhões, que mantêm linhas paradas por não saber, exatamente, o que fazer. Há, além disso, preocupação adicional para alguns deles, de olhos arregalados diante das faturas relativas aos insumos que importaram para atender aos pedidos da Ford – estes mesmos a quem a empresa comunicou só reconhecer um quarto do volume total. O fim da produção do Taboão já está configurado: vai se trabalhar, lá, duas vezes por semana até alcançar a produção de 1,7 mil Fiesta e mais exatos 843 caminhões. Depois babau. ANEDOTA DO ANO Dizem que sou de ascendência italiana. Respondo que, na verdade, minha origem é a atual Albânia – segundo o foglio de famiglia só por volta de 1750 chegamos aonde hoje é a Itália, ainda não unificada, à Isolla della Scala, a Erbè, 30 quilômetros ao Sul de Verona. Por isto posso rir à vontade com algumas ideias formuladas pelo ítalo- argentino Cristiano Rattazzi, presidente da FCA Argentina. De acordo com ele a legislação do Mercosul comete um “absurdo” ao não permitir às empresas argentinas produtoras de veículos o acesso às linhas de crédito do BNDES via Finame. Pano bem vagaroso para que todos riam à vontade – e viva Rattazzi!

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