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13 AutoData | Maio 2019 “Nosso setor tem uma representatividade grande e por isso temos condição de mostrar, de forma propositiva, algumas saídas” sei bemo que é isso. Há umemaranhado de leis, são 27 Estados e cada um tem um regulamento enorme para o ICMS, com interpretações diferentes, aí che- gam autos de infração e você tem que se defender. Existe umgasto enorme de energia e de recursos em sistemas de TI para mantê-los atualizados. Na Europa esse 1,2% vai para pesquisa e desenvol- vimento, tecnologia... A direção que o governo quer dar na simplificação deste processo é correta, mas temos que des- montar esse sistema todo montado há cinquenta anos semparar, porque temos que vender no outro dia. Esse é o desafio. Há também o saldo credor do ICMS, de mas coisas não serão fáceis, sabemos. No sistema tributário, por exemplo, foi construído este mostrengo nos últimos cinquenta anos e mexer nisso é um de- safio, mas vamos sentar e conversar. Nosso setor temuma representatividade grande e por isso temos condição de apresentar saídas, de forma propositiva. O senhor pode exemplificar algumas destas saídas? A Fiesp fez um estudo mostrando que 1,2% do faturamento das empresas é gasto apenas para gerar relatórios e cal- cular o pagamento de impostos. Fui di- retor da área fiscal da Mercedes-Benz e US$ 13 bilhões. Não tínhamos esse pro- blema antes porque o mercado interno estava bom, agora queremos exportar, fazer acordos bilaterais, livre comércio, mas temos que resolver isso. Temos que investir em eletrificação, mobilidade e este dinheiro está lá parado, semnenhu- ma perspectiva. É uma questão estrutu- ral, os novos governadores estão com um problema enorme, os estados estão quebrados. O papel da Anfavea, como associação, não é ficar quieta. Temos que sentar com eles e conversar, ver o que dá para fazer, negociar, escalonar. Temos que ser realistas, não é possí- vel fugir da situação do País, e então a nossa função é construir mecanismos

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