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14 FROM THE TOP » LUIZ CARLOS MORAES, ANFAVEA Maio 2019 | AutoData que sejam possíveis. Há boa vontade dos governadores para isso. Podemos contribuir muito com a reforma tributária, os profissionais da indústria automoti- va têm um conhecimento muito rico e competente nesta área. Nossa função é juntar esse conhecimento e apoiar o governo nessas mudanças necessárias. O senhor não teme que isso possa ser visto como um lobby da indústria e que assim ela seja mais uma vez apontada como beneficiada pelo governo? Boa parte do que estamos falando não é só para a indústria automotiva mas sim para todos os setores industriais. O saldo credor não é uma questão só da indústria de veículos. Sempre haverá um comentário negativo e a nós cabe dar transparência para a sociedade do que estamos propondo. Comunicação para nós é uma questão estratégica, é uma ferramenta fundamental para o nosso trabalho e tanto eu quanto o Fabrício [Biondo, primeiro vice-presidente da nova gestão] temos experiência nisso. Há muito tempo a indústria fala sobre esta questão da competitividade, mas nenhum grande avanço foi observado neste campo recentemente... No mercado interno temos vinte mon- tadoras competindo entre si e com os importados, toda hora tem feirão, lança- mento etc. Do ponto de vista domercado brasileiro nós já competimos, não temos medo da competição. Ou seja: o Brasil é ummercado competitivo, mas dentro de uma caixa de sapato. Não somos com- petitivos é daqui para fora. As empresas globais que estão aqui competem lá fora emmercados tão abertos quanto o Mé- xico, e se viram. O que estamos discutin- do é resolver essa questão da caixa de sapato, tirar essas abas e ir para o jogo. Estamos querendo ajudar o governo a resolver problemas. Temos que jogar o jogo global. Falando futebolisticamente temos que sair do Campeonato Paulista e disputar a Liga dos Campeões. Não temos alternativa. “O Brasil é um mercado competitivo dentro de uma caixa de sapato”

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