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32 Maio 2019 | AutoData MERCADO » MÁQUINAS AGRÍCOLAS crescimento orgânico do mercado e pela necessidade de renovação demaquinário nos campos. “Grande parte da frota nacional demáquinas já temmais de dez anos. São equipamentosmais antigos, que reduzema produtividade agrícola evão contra a busca atual dos produtores por tecnologia.” ACaterpillar aposta emcrescimento de 8% a 10% segundo seu presidente Odair Renosto. ANewHolland, do Grupo CNH In- dustrial, trabalha comdois cenários: nomais pessimista a expansão domercado poderá ficar em 5% e, nomais otimista, chegar aos 10%. Alexandre Blasi, diretor de mercado Brasil, justifica: “O setor já sentiu um impacto emmarço, quando a verba destinada para o Moderfrota acabou”. Para Nunes, da Massey Ferguson, o ânimo mudou a partir do anúncio da ver- ba adicional pela ministra na abertura da Agrishow. Mas ele torce para que o governo não eleve juros e nem reduza o montante dedicado ao Moderfrota no próximo Pla- no Safra: “O setor depende muito dessas linhas de crédito e isso traria uma série de incertezas para o segundo semestre”. Blasi, da New Holland, espera que o programa tenha suas regras mantidas, em particular no que diz respeito aos juros. Mas caso algo aconteça, acredita, os produtores poderão buscar novas possibilidades em bancos privados, que para ele “serão ainda mais competitivos e poderão atender gran- de parte domercado comboas condições de financiamento”. POSSÍVEL CONCORRENTE Provavelmente a única notícia que pode ter desagradado os organizadores da Agrishow foi dada pelo governador de São Paulo em discurso na abertura da mostra: ele prometeu que em outubro de 2020 uma nova feira dedicada ao agronegócio, denominada Salão Internacional do Agro, será realizada no Expo São Paulo. De acordo com o governante do Es- tado a nova feira não será concorrente mas sim “um evento para complementar a Agrishow, de forma a trazermais investido- res estrangeiros para comprar os produtos nacionais”. de 8,6% no mesmo período nas exporta- ções do segmento é a principal razão, fruto direto da crise naArgentina. Com isso 2019 fechou como o segundo pior resultado em volume fabricado da última década, melhor somente que 2016. A média é de 16,7 mil, sendo que o ano demaior volume foi 2013, com quase 23 mil. Em 2009 foram 14,7 mil. O embarque de 2,7 mil máquinas de janeiro amarço, mesmo que abaixo das 2,9 mil da soma dos três primeiros meses do ano passado, pelomenos foi melhor do que o volume alcançado no mesmo período de 2016, 2 mil, 2017, 2,2 mil, e 2015, 2,4 mil. Mas, assimcomo nos demais comparativos, também está atrás da média histórica dos últimos dez anos, de 3,1 mil, tendo como melhor expoente 2012. 2009 fez 4 mil. A projeção da Anfavea, estipulada em janeiro, aponta que neste ano as máquinas agrícolas e rodoviárias fecharão emalta de 11% nas vendas ao mercado interno, para 53 mil unidades ante as 47,8mil do total de 2018. E na Agrishow os expositores refor- çaram a expectativa de crescer neste ano o índice em dois dígitos baixos. José Carramate, diretor de vendas da Valtra, do Grupo AGCO, carimbou a esti- mativa de 11%: “Acredito que seja possível atingir esse índice tendo em vista o bom desempenho do segmento até agora”. Para Eduardo Nunes, diretor de vendas da Massey Ferguson, também do Grupo AGCO, a aposta é de 10%, puxada pelo EM SE PLANTANDO TUDO DÁ Pela segunda vez a Audi montou estande na Agrishow com firme propósito de mostrar ao homem do Interior que SUVs de luxo atendem tanto as suas expectativas quanto as consagradas picapes Divulgação/Audi

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