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17 AutoData | Agosto 2019 “O acordo com a União Europeia é um grande avanço. As condições aqui têm que melhorar, mas ele não vai entrar em vigor amanhã.” ção de frota. Até para o governo é um assunto interessante, mesmo que polê- mico. Aqui caminhão velho paga menos imposto que caminhão novo, não faz sentido, os caminhões velhos poluem mais, são inseguros e menos rentáveis. O caminhoneiro acha que ganha dinheiro mas não ganha, porque tem gastos a mais com manutenção e consumo de combustível. Para ele seria muitomelhor andar com um caminhão novo. o próximo passo? ço, e devem existir algumas razões para isso, não é à toa. É preciso uma discus- são grande, não adianta por exemplo oferecer caminhões a gás se não existir uma rede de distribuição homogênea pelo País. Além disso a eficiência de um caminhão a gás não atinge a do diesel, e o valor de revenda do veículo a gás é menor. Não digo que não devemos incentivar os caminhões a gás, mas não acho que daqui a três anos metade da frota usará esse sistema. É fácil escrever no papel, mas na prática é muito difícil. O governo não discutiu este tema antes com a indústria automotiva, então? Aconteceram indicações, mas nada con- creto. Sabemos que o governo quer es- timular o negócio do gás. Aconteceram consultas, nos perguntaram como fun- cionamos caminhões a gás. De qualquer maneira eu preferia que em lugar dessa discussão falássemos sobre a renova-

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