358-2019-08

26 Agosto 2019 | AutoData ACORDOS COMERCIAIS » MERCOSUL X UE efeitos positivos ou negativos para uma de- terminada categoria oumodelo. Obenefício da competitividade não é limitado apenas aos carros exportados para a Europa. Te- remos novas oportunidades para acessar países da América Latina comoutros tipos de carros produzidos no Brasil, além de crescer no nosso mercado doméstico”. Moraes acredita que “algumas monta- doras com fábricas nos dois continentes poderão adotar uma estratégia de com- plementaridade de gama”. CORRIDA CONTRA O TEMPO Comdois anos para a largada do acordo Mercosul-União Europeia está começan- do agora uma espécie de corrida contra o tempo. E aqui alguns setores já largam mais avançados do que os outros: o tratado prevê um índice de regionalização de 55% para veículos e de 50% para as autopeças, dos dois lados – no caso das autopeças haverá redução linear do imposto de im- portação em dez ou quinze anos. Considerando automóveis de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus e autopeças, o segmento de pesados tem a vantagemde já utilizar powertrainmuito se- melhante aos países europeus. Damesma forma as autopeças Tier 1 são, na enorme maioria, fornecedores globais. “Amaior dificuldade estará concentrada nos fornecedores Tier 2 e 3, que carecem de recursos para investimento na tecnolo- gia necessária. Seria preciso criar alguma forma de fomento para desenvolvimento dessas empresas”, entende Pagliarini. Já a Anfavea vê a indústria brasileira capacitada por um lado mas prejudicada por outro. “Nossas fábricas são modernas e estão no mesmo patamar tecnológico 4.0 que as da Europa. Nossa mão de obra é competente, treinada e qualificada. Sob estes pontos de vista estamos prontos para competir no mercado externo, mas infe- lizmente a análise não termina aí. Nosso em 17,5%, até 2028, que todos os testes de mercado serão realizados. Para o presidente daAnfavea, Luiz Car- losMoraes, “a indústria brasileira passa a ter prazo definido para buscar a competitivi- dade”. Ele acredita em impactos positivos: “Se conseguirmos avançar nessa agenda de forma rápida e eficiente não há dúvida que as consequências serão crescimento, geração de riqueza e empregos”. Para Cássio Pagliarini, consultor associa- do da Bright Consulting, “a indústria brasilei- ra vai se concentrar onde exista economia de escala para produção local”. Hoje essa escala existe nos segmentos de hatches, sedãs, picapes e SUVs compactos e pi- capes médias. Segundo ele caminhões e ônibus também deverão se beneficiar, devido ao perfil rodoviário da distribuição brasileira, mas “todos os outros segmentos deverão ser importados, pois não compen- sa produzir no Mercosul para os volumes vendidos localmente”. Para Moraes “em relação aos automó- veis considero equivocada a análise de 2022 a 2028 Imposto de importação de 17,5% para cota anual de 50 mil veículos, sendo destes 32 mil só para o Brasil. Acima da cota mantém-se os 35% . 2029 Cota deixa de existir. Imposto de importação de 28,4% 2030 Imposto de importação de 21,7% 2031 Imposto de importação de 15% 2032 Imposto de importação de 12,5% 2033 Imposto de importação de 10% 2034 Imposto de importação de 7,5% 2035 Imposto de importação de 5% 2036 Imposto de importação de 2,5% 2037 em diante Livre comércio Calendário automotivo do acordo Mercosul X União Europeia

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=