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54 Agosto 2019 | AutoData MERCADO » EQUIPAMENTOS Argo e Cronos em busca do ar digital de série Os Fiat Argo e Cronos poderão em breve ter ar-condicionado digital como item de série desde suas versões de entrada – hoje o item é opcional e disponível apenas para as topo de linha. Isso pelo menos no que depender da vontade de Hugo Domingues, gerente geral de marketing de produto Fiat no Brasil. “Vemos boa oportunidade para aumentar a oferta de ar- condicionado digital de série no segmento de R$ 50 mil a R$ 75 mil, onde o desejo dos consumidores por esse item se mostra cada vez maior, bem como a disponibilidade para pagar a mais por isso.” Ele atesta que os estudos para isso “já estão em andamento há dois meses, assim como conversas com a equipe de engenharia argentina, onde produzimos o Cronos”. Se o item avançar para as demais versões do hatch e do sedã será possível reduzir os custos pela escala de produção maior, entende o executivo: “Estamos fazendo todas as contas para entender se é realmente viável e, confirmando isso, avançaremos nesse segmento”. gera um custo adicional que precisa ser avaliado.” O diretor da Delphi, de qualquer forma, acredita que é uma questão de tempo para o item avançar em faixas de preço mais abaixo: “Quando a primeira monta- dora começar a ofertar esse equipamento em veículos de faixas de preço inferiores, será um caminho sem volta”. O diretor da Denso também apos- ta em um crescimento desse item nos próximos anos e afirma que a empresa busca formas de ampliar sua participação: “Estamos trabalhando para desenvolver sistemas de ar-condicionado dual zone com custos menores”. Para o vice-presidente da PSA o avan- ço dependerá do posicionamento de cada marca no mercado e de estudos internos para determinar qual o público alvo: “No caso da Peugeot o posicionamento de mercado é o de uma marca mais premium e, por isso, todos os automóveis da marca vendidos no Brasil oferecem esse item. Já a Citroën no Brasil está posicionada como uma marca mais popular e racional e por isso só temos esse item a partir do C4 Lounge, enquanto o Cactus não tem”. Outros modelos abaixo de R$ 75 mil também oferecem o dual zone, mas são poucos: o VW Polo em sua versão topo de linha é um deles. “Os consumidores podem até deseja- -lo, porém, na hora da pesquisa, notamos em muitos casos que os clientes prefe- rem gastar mais com outros itens e não querem pagar a diferença de um ar digital comum para um de zona dupla. Na hora de definir a lista de itens de série de um modelo nós usamos essas pesquisas e, em faixas de preço abaixo de R$ 80 mil, o dual zone não aparece nem entre os vinte itens mais desejados.” Emmédia um sistema de ar-condicio- nado dual zone custa 20% a mais do que um de temperatura única digital e, este, 30% mais ante o analógico, de acordo com Amaury Oliveira, diretor executivo de aftermarket para a América do Sul da Delphi. “O ar-condicionado digital dual zone é mais caro porque traz mais tecnologia embarcada para alcançar duas tempera- turas dentro do veículo. Mas a variação de preço depende do tipo de sistema e da tecnologia que a montadora usa.” Rubim Bonato, diretor do departamen- to de engenharia de produto da Denso no Brasil, também ressalta que o com- ponente duplo é mais caro, em média 10%, o que dificulta sua popularização. “As montadoras também precisam gastar mais com as validações do componen- te no veículo e suas calibrações, e isso

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