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16 FroM the toP » antonio Megale, anFavea/vw Dezembro 2019 | AutoData Estamos emuma crise scal, e primeiro é preciso arrumar isso, o País não pode abrir mão de arrecadação agora. Nesse mo - mento especí co talvez não haja espaço. E os elétricos terão que espaço no mer- cado brasileiro? Para atingir as metas do Rota 2030 que imaginamos que serão colocadas para 2027 e 2032 a eletri cação será uma rea - lidade. Acreditamos que o Brasil terá um ritmo mais lento, temos o etanol, é um patrimônio que não se pode jogar fora. O que vemos como algo interessante para a segunda fase do programa é pas - sar a medir o ciclo energético em CO2 e não mais do poço à roda: aí o etanol é extraordinário, ele é neutro, tudo que o carro emite é capturado quando a cana de açúcar cresce. Temos alternativas que lá fora outros países não têm. No momento em que a Europa se con- centrar em elétricos a globalização não nos obrigará a fazer o mesmo? O resto do mundo não vai virar para o elétrico namesma velocidade da Europa. Alguémvai produzir veículos a combus - tão ou híbridos. E por que não nós? Aqui, pelo tamanho do País, a capilaridade dos elétricos vai demorar e demandar muito investimento. Óbvio que os elétricos vão avançar, mas a demanda aqui será em um ritmo mais lento. Hoje já vemos uma profusão de lança- mentos de elétricos no Brasil. Neste momento isso não é muito menos uma questãodeexperimentarmercadoemui- to mais uma necessidade de já atender asmetas dee ciência energéticadoRota 2030? As duas coisas. As empresas estão tes - tando mercado com seus elétricos e equacionando como atender as metas comseu portfólio. Asmarcas de luxo, por exemplo, estão percebendo que terão mais di culdade para atender as metas, então estão trazendomais elétricos. Nes - sa faixa de mercado a questão do preço é absorvida commaior facilidade. O custo dos elétricos ainda é bastante elevado e isso é um desa o mundial. A Alemanha aumentou o bônus para elétricos para € 6mil para ganhar escala, pois omercado não estava reagindo na velocidade que eles imaginavam. O cliente tem um ta - manho de bolso, às vezes é preciso um empurrão para ganhar escala e assim reduzir o custo. Omundo está inteiromu - dando, não é só a indústria automotiva. Essa transformação não representa um risco à sobrevivência da indústria no Brasil? Vejamos os grandes mercados domun - do: China, Estados Unidos e Europa. E depois? Índia, Japão? A América Latina
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