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27 AutoData | Dezembro 2019 “Para nós é muito importante, é um prêmio que simboliza todo o trabalho que executamos no País, que por sua vez é relacionado aos investimentos que fazemos de forma constante. Não esperamos momento adequado: essa política independe de crises.” Gustavo Bonini, diretor de relações institucionais da Scania N este ano a Scania não deu chance para ninguém no que se refere ao Prêmio AutoData nas categorias diretamente ligadas a veículos comerciais. Além de vencer como Montadora deste segmento, levou para a fábrica de São Bernardo do Campo, SP, também os troféus de Veículo Caminhão e Veículo Ônibus. Em maio a empresa anunciou novo investimento no País de R$ 1,4 bilhão para o período de 2021 a 2024. O aporte será aplicado na modernização da fábrica de São Bernardo do Campo, SP, unidade que já fora alvo de investimento recente em desenvolvimento de nova geração de cabines e novas edi cações para pintura e solda graças ao ciclo ainda em vigência, período 2016- 2020, de R$ 2,6 bilhões. Parte dos recursos serão utilizados também para produção no Brasil de novas tecnologias baseadas em biocombustíveis, que demandarão novos equipamentos nas linhas do ABC, sobretudo aqueles ligados ao conceito de indústria 4.0. A Scania vê a nova geração de caminhões como base para receber as novas tecnologias, que podem envolver motores, transmissões e desenvolvimento nacional de produtos. O novo aporte também signi ca um novo olhar da matriz para a unidade brasileira, a maior fora da Suécia. Afora o salto tecnológico no campo da matriz energética, a operação passa a ter novas responsabilidades em pesquisa e desenvolvimento – a montadora ainda anunciou outro aporte, este de R$ 75 milhões, especí co para construção de um centro de P&D na unidade do ABCD Paulista. A ideia com o empreendimento é concentrar em único espaço os 250 engenheiros que hoje estão espalhados em diversos departamentos pela unidade. Na nova instalação serão feitos testes antes restritos aos laboratórios da montadora na Europa, aumentando a contribuição da unidade nacional de 30% a 35% na gama de testes de caminhões globais. 65% da produção da fábrica do ABC é destinada a trinta países. A empresa, inclusive, produz motores Euro 6, ainda inéditos dentre os veículos nacionais, para o Exterior.
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