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14 FRom thE toP » AdAlbERto mAluF, byd Fevereiro 2020 | AutoData Ficou muito clara a estratégia da An- favea de sempre colocar um elefante branco no meio da sala. A primeira pro- posta deles para pesados aumentava a meta ante aquela de hoje, e queriam seguir a indústria europeia, de colocar meta para os veículos e não para os motores. Criaram faixas por aplicação, algo inviável. Ocorreu uma pressão mui- to grande, e depois propuseram ape- nas estudar o assunto até 2022, depois testar até 2027... Muita gente foi contra, a rmando que isso é ir na contramão do mundo, uma irresponsabilidade. No m das contas a última reunião para apre- sentar a proposta foi cancelada e a coisa cou meio em aberto, um impasse. Mas para a BYD, que fabrica apenas ve- ículos elétricos, qual seria a vantagem de um programa de e ciência energé - tica para pesados? Não estou pensando como fabricante de veículos elétricos mas sim como al- “O setor automotivo já representou 10% do PIB industrial do País e agora é menos de 4%. Se não existem metas as matrizes não investem.” guém que quer o setor desenvolvendo tecnologia e sendo competitivo. O setor automotivo já representou 10% do PIB industrial do País e agora é menos de 4%. Se não existem metas as matrizes não investem. A área técnica do minis- tério queria uma meta já no primeiro ciclo, mesmo que fosse em bancada. Houve resistência muito grande por parte de algumas montadoras, afora as escandinavas, e o Sindipeças era a favor também, mas infelizmente o que passou foi a ideia esdrúxula de criar o programa só a partir de 2027. Com o acordo com a União Europeia nossas fábricas não terão a mínima condição de competir e fecharão, e não será por Custo Brasil ou questões particulares do nosso mercado. Essa responsabilidade estará nas costas destes executivos que zeram lobby pela ine ciência. De qualquer forma foi acordado que haveria uma discussão sobre o tema
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