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16 FRom thE toP » AdAlbERto mAluF, byd Fevereiro 2020 | AutoData “O discurso da Anfavea foi falacioso. Citavam a crise para dizer que a exigência de equipamentos de segurança e de metas de e ciência energética aumentaria o preço dos veículos e por isso as fábricas fechariam e perderíamos empregos.” a partir da entrada em vigor do Rota 2030, em seu primeiro ciclo. Já houve algo nessa direção? Não houve absolutamente nada até agora, nenhuma reunião. O Euro 6 não representa umavanço nes- ta questão, ainda que indiretamente? Quando falamos em e ciência energé - tica estamos pensando mais em con- sumo e não em emissões. O Proconve tem seus méritos mas infelizmente tam- bém foi afetado por esse lobby e pos - tergado, deveria estar em vigor desde 2018. O mundo todo está usando Euro 6 há bastante tempo, nem falam mais disso, falam em EEV. O Euro 6 entrou mais rápido em outros países porque se descobriu que as promessas de redu- ção do Euro 5 não se concretizaram. O Brasil antes cava dois, três anos atrás das normas da Europa e agora estamos oito, nove anos atrás. Estamos perden- do nosso protagonismo e me parece um caminho sem volta. O senhor parece um pouco resignado com os rumos do setor no País... Foi muito triste testemunhar um fato: no mesmo dia em que os representantes dos grupos de discussão do Rota 2030 estavam entregando suas propostas nais, naquela mesa gigante com os representantes do MDIC dizendo ‘Vai ter isso, vai ter aquilo’, a Anfavea se reunia com o presidente da República. O dis- curso da Anfavea foi falacioso, citava a crise para dizer que a exigência de equipamentos de segurança e de me- tas de e ciência energética aumentaria o preço dos veículos e que, por isto, as fábricas fechariam e perderíamos empregos. De lá até hoje o número de trabalhadores só diminuiu, no ano passado a produção aumentou e o em- prego caiu. Tínhamos centenas de en- genheiros, hoje mandaram todo mundo embora, o P&D é feito pelas matrizes. De alguma forma isso afetou os planos da BYD aqui?

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