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41 AutoData | Março 2020 lizadas periodicamente até o caminhão escolhido completar 700 mil quilômetros rodados nas condições brasileiras, sempre usando o combustível encontrado nos postos. Para atender a exigência investimentos também são feitos por entidades da área de pesquisa e desenvolvimento. O Instituto Mauá de Tecnologia adquiriu equipamento para simular o uso real e assim tentar an- tecipar o que o veículo passará nos anos seguintes. Omodo como essas medições serão feitas está em estudo neste mo- mento, e os resultados serão enviados à AEA, diz Romio: “A preocupação é achar formas de ga- rantir a durabilidade dos componentes diante da má qualidade do combustível encontrado em boa parte do mercado nacional”. A DAF aponta outros desa os impos - tos pela mudança da norma ambiental: considera que os veículos poderão ter aumento de peso e possível redução da capacidade de carga devido às mudanças técnicas. A montadora destaca também a necessidade de melhoria signi cativa na infraestrutura brasileira para garantir a disponibilidade do Arla 32 em todos os postos que comercializam diesel S10. A evolução, no entanto, não é acom- panhada por um plano de renovação de frota. Diversas propostas já foram feitas, mas sempre esbarram em questões - nanceiras. A maior parte dos caminhões antigos pertencem a caminhoneiros que atuam por conta própria, enquanto as grandes transportadoras mantêm suas frotas atualizadas. “O ciclo de renovação da frota de veí- culos comerciais no País foi freado dras- ticamente pelo período de recessão, que coincide com a fase P7 do Proconve, em 2012”, pondera Cristian Malevic. “A redução de emissões proporcionada pela etapa Euro 6 é in nitamentemenor do que aque - la que poderia ser gerada com o incentivo às aposentadorias dos veículos antigos que rodam normalmente no País.”
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