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43 AutoData | Março 2020 A s fabricantes de motocicletas que mantém produção no País, precisa- mente no Polo Industrial deManaus, no Amazonas, viraram em 2019 a última página de um capítulomarcado por crise: no ano passado voltaram a registrar desempenho positivo pelo segundo ano consecutivo depois de anos de quedas acumuladas nos indicadores vendas e produção. Para o próximo capítulo a indústria pro- jeta manutenção do ritmo ascendente, mas há, desta vez, um novo elemento: o dilema ocupar ou não a capacidade ins- talada de acordo com a demanda. Divulgação/Honda Divulgação/Abraciclo Os principais nomes do mercado se encontram debruçados sobre planeja- mentos de longo prazo e fazem as contas para desenhar cenários futuros. Não é para menos: o mercado vem dando sinais de retomada e, no ano passado, as vendas aos concessionários, segundo dados da Abraciclo, voltaram a alcançar a marca do milhão depois de cinco anos, chegando a 1 milhão 84 mil unidades vendidas no atacado, volume 13% maior do que o re- gistrado em 2018. Existe, ainda, a projeção de se produzir 6% mais neste ano na comparação com o desempenho das linhas em 2019, e de vendas às concessionárias igualmente 6% maiores no mesmo período. No entanto o cenário que poderia re- presentar a consolidação do crescimento do setor, criando condições favoráveis a eventuais investimentos e ocupação da indústria que tem capacidade para produ- zir mais de dois milhões de unidades – e que hoje produz metade disso –, gerou mais dúvidas do que certezas dentro das fabricantes. A LOGÍstIcA Receber matéria prima e escoar pro- dução são dois fatores que surgem à mesa das montadoras quando se discu- tem novos investimentos no setor. Hoje o ecossistema de transporte que rege o deslocamento da produção para as con- cessionárias é visto como algo passível de melhorias, as quais são consideradas determinantes para a indústria voltar a produzir mais e, assim, acompanhar a evolução da demanda interna. Segundo Marcos Fermanian , presiden- te da entidade que representa as fabrican- tes, a Abraciclo, o atual quadro compro- mete a competitividade da indústria. Ele explica que osmateriais e os componentes utilizados na produção do polo industrial chegam até Belém por via rodoviária, e de lá, por transporte uvial até as fábricas. O produto acabado, por sua vez, segue o caminho inverso. Operar na estrutura existente, no entanto, é considerado ta- refa difícil:
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