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54 Agosto 2020 | AutoData MOBILIDADE » ELÉTRICOS Zeca Martins, como é mais conhecido, argumenta que o projeto é um verdadei- ro smart-truck, que tem como objetivo principal garantir e ciência logística, com uso de tecnologia de alto nível, e muita conectividade. Também destaca o com- promisso de manter positivo o custo total de propriedade: “Logicamente, tudo a seu tempo. Não venderemos caminhões, mas soluções de otimização logística”. O empreendedor mantém em sigilo os nomes dos sócios do Rio de Janeiro, assim como o valor investido no projeto. A FNM ainda não anunciou o cialmente a equipe, mas o marketing está a cargo de Rubem Roberto Duailibi, ex-DPZ Pu- blicidade, e o departamento comercial é coordenado por Marcos Pettinati, ex- -Dacon Veículos. Os novos FNM ostentam cabine de aspecto vintage, em uma releitura con- temporânea dos antigos, fabricados nos anos 1960. O estilo dos caminhões foi desenvolvido por equipe própria, que contou com participação do designer automotivo paulistano Anísio Campos, morto em setembro do ano passado, aos 86 anos. O motor elétrico tem tecnologia esta- dunidense, sistema de 650 volts e gera 355 cv. A produção dos veículos utilizará nióbio em componentes como chassis, freios, suspensão, rodas e demais pe- ças e estruturas para diminuir o peso e aumentar sua resistência, desempenho e autonomia. O diretor de tecnologia de informação da FNM, Marco Aurélio Rozo, a rmou que os caminhões serão conectados ao fa- bricante e às respectivas empresas ope- radoras. Antecipa que serão utilizadas tecnologias por meio de tablet ligado com a TI operacional e com os sistemas de logística das empresas. Isto inclui mo- nitoramento, soluções de videotelemática de câmaras anti-colisão com inteligência arti cial, alertas de mudança de pista, de partida de veículos à frente, de motorista distraído, acelerômetro, avanço de sinal de trânsito vermelho, avisos de distân- cia mínima dos veículos no trânsito e de riscos de colisão, para-choques virtuais, telão de alta resolução na traseira, reco- nhecimento de sinais de tráfego e quatro câmaras, duas laterais, na dianteira e na traseira: “Tem tudo para se tornar um ca- minhão autônomo no futuro”. A empresa também planeja a disrup- ção total diante do atual modo de opera- ção das montadoras. Pretende trabalhar com planilha aberta, na qual todos os custos de produção dos veículos são apresentados – até sua margem de lucro será aprovada pelos compradores. Não existirá rede de concessionárias e a comercialização será direta com os ope- radores logísticos por meio de demanda pré-contratada e pagamento antecipa- do. Sem concessionárias a assistência técnica também será diferente: como os caminhões estarão todos online com a fábrica quando for necessária a assis- tência técnica irá até o caminhão para resolver problemas direto nas garagens dos frotistas.
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