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34 Outubro 2020 | AutoData OPINIÃO » ARTIGO C rises não são propriamente novida- des no setor automotivo. De tempos em tempos as vendas de veículos são abaladas por questões conjun- turais das mais diversas naturezas. A diferença, desta vez, é que, agora, a paralização das vendas aconteceu lite- ralmente por decreto quando, logo nos primeiros meses da pandemia, as lojas foram proibidas de abrir suas portas. Re- abertas as lojas, as vendas vêm sendo gradativamente retomadas. A dificuldade, agora, está sendo proje - tar a velocidade desta retomada. Há de se considerar que a pandemia continua firme. Mas há que se considerar também que o quadro conjuntural se mantém favorável ao comercio automotivo, seja de automó- veis ou de veículos comerciais: juros per- manecem baixos e todas as marcas estão com portfólios repletos de lançamentos para atrair os consumidores. Este é um daqueles típicos momentos de mercado que separa quem sobe de quem desce ranking do setor. A Caoa Chery, por exemplo, conven- ceu os sócios chineses a antecipar investi- mentos e colocou dois novos modelos no mercado durante a pandemia. Resultado prático: deve vender 24 mil carros neste ano, 20% mais que no ano passado. E sua previsão para o ano que vem é de 38 mil unidades comercializadas. A Hyundai também é outro exemplo Mudanças no ranking Este é um daqueles típicos momentos de mercado que separa quem sobe de quem desce no ranking de vendas daquelas que foram das primeiras a re- tomar a produção e já mostrou pequenas novidades em seus produtos nacionais para ganhar participação junto ao con- sumidor tradicional – e não nas vendas corporativas. Resultado: saiu do sétimo lugar para a quarta colocação, com 10,1% de participa- ção de mercado. No segmento de caminhões aqueles que tiveramnovidades para mostrar nesse 2020 esquisito também estão registrando melhores resultados nos segmentos que estão demandando, principalmente a par- tir do último trimestre. Por S. Stéfani Claudio Belli

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