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12 Dezembro 2020 | AutoData E em termos de mercado? Os últimos meses estão mostrando re- cuperação de demanda reprimida de quase dois trimestres, é uma aceleração importante que está gerando resultados muito bons. Mas não podemos esque- cer que olhando para o ano como um todo, comparando com 2019, ainda te- remos uma queda significativa. Existem alguns pontos de interrogação no que diz respeito ao ano que vem, mas se as vacinas forem aprovadas pela Anvisa, e a campanha de vacinação funcionar com rigor e rapidez, somada à necessi- dade de recuperar um ano difícil, deve haver uma retomada econômica, com a indústria automotiva acompanhando. Deverá ser melhor do que 2020, mas ainda menor do que 2019. Importante é que o período previsto para esse retorno poderá ser mais curto, talvez ocorra já em 2022, que poderá até mesmo vir a ser um pouco melhor do que 2019. No caso da FCA o atraso nos novos projetos, que o senhor já mencionou que deverá ser de três a doze meses dependendo do caso, também poderá ser encurtado? Tentaremos, mas alguns destes projetos dependem da conclusão da fábrica de motores turbo, que inicialmente esta- va prevista para o fim deste ano e que ficou para o primeiro trimestre do ano que vem. É uma questão de obra física, e há os rigorosos protocolos de segu- rança sanitária de que não podemos abrir mão. Quase todos os novos proje- tos terão esse motor turbo, então isso se espelha nos cronogramas. Faremos todo esforço possível para recuperar o que for possível e talvez consigamos reduzir em algumas semanas, ou até um mês, os atrasos acumulados. Es- tamos trabalhando intensamente, mas sem abandonar os protocolos que nós mesmos nos impusemos. Temos que ser coerentes. No caso do que é necessário ativida- de física, como testes de engenharia, homologação etc., leva-se mais tempo agora por essa questão dos protocolos? Há essa parte física que é impossível não fazer, e nestes casos estamos aplicando todos os protocolos, como higienização intensa antes e depois do uso dos veí - culos, uso de máscaras etc. Mas toda a preparação anterior a esse processo es- tamos conseguindo fazer digitalmente, o que tem até aumentado a produtividade. É uma iniciativa híbrida, uma parte virtual e uma parte presencial. E no caso do home office? Continuará mesmo quando a vacina já estiver dis- ponível e aplicada em todo mundo? Continuará, claro. É umnovo hábito. Esse modelo empresarial híbrido, mantendo estruturas físicas para reuniões estra - tégicas, assuntos importantes, o escri- tório como era antes, prosseguirá, mas combinado commuitas horas e dias de trabalho em casa ou remoto. Na FCA lançamos um projeto denominado FCA Anywhere, o que nos permitiu fechar alguns escritórios regionais, por exem- plo, e manter as equipes trabalhando nas concessionárias ou em casa. É um aumento de produtividade. Nas grandes cidades, se você não morar do lado do trabalho, são gastas três, quatro horas por dia em deslocamentos. Evitando isso são três a quatro horas a mais que se ganha por dia, então a qualidade de vida das pessoas aumenta. “Estamos trabalhando intensamente, mas sem abandonar os protocolos de proteção contra a covid-19 que nós mesmos nos impusemos. Temos que ser coerentes.” FROM THE TOP » ANTONIO FILOSA, FCA, LÍDER EMPRESARIAL MONTADORAS

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