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42 Março 2021 | AutoData SÉRIE ESPECIAL » MOTORES CAPÍTULO 2 sustentável, atingindo potência máxima com uma bateria elétrica. Ao mesmo tempo pode ser um powertrain híbrido de plug-in a gás natural. Sua célula de combustível de hidrogênio proporciona até 800 quilômetros de autonomia para veículos pesados de longas distâncias. Quando será o ponto da virada da mo- torização a diesel para alternativas como elétrico, biomassa e célula de combustível no Brasil e na América do Sul? Essa transição mudará a carteira de clientes da sua empresa? José Eduardo Luzzi: Os combustíveis alternativos deverão conviver com o diesel, com o gás natural e com o bio- metano por muito tempo, dependendo da aplicação e da viabilidade econômi- ca da solução. Veículos e máquinas que trabalham em regimes de ‘confinamen - to’, com operações de curta distância, poderão utilizar soluções elétricas ou híbridas com maior facilidade, como é o caso de máquinas agrícolas, de construção, veículos de distribuição e ônibus urbanos, desde que a infraes- trutura esteja disponível e a fonte de geração elétrica seja totalmente livre de emissão de carbono. Seria totalmente incoerente ligarmos termoelétricas no País para geração de energia elétrica ‘limpa’, problema hoje que já é realida- de mesmo sem a utilização em larga escala da eletrificação na mobilidade. A adoção emmassa de tecnologias livres de emissão de carbono dependerá da viabilidade econômica, pois um frotista jamais colocará veículos elétricos em sua frota se não houver benefícios com relação às soluções atuais, incluindo preço de revenda e custo de manuten- ção, desafios ainda enfrentados pelo uso de bateria, por exemplo. Luís Pasquotto: Não creio em um ponto de virada, mas sim em uma transição gradual, na qual diferentes aplicações/ veículos farão esta transição de tecno- logia em momentos diferentes, com base em uma série de fatores, tais como disponibilidade maior de uma ou outra fonte de energia, estágio de desen- volvimento da sociedade local, poder aquisitivo da população, capacidade de investimento privado ou estatal do País e por aí afora. Isto vale para nos- sa região e para o mundo. Como dito a Cummins está avançada no desen- 3º. Congresso de Negócios do setor automotivo Latino Americano AGOSTO “ A MWM acredita que os motores a diesel, nos segmentos em que atua, possuem grande longevidade” José Eduardo Luzzi
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