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46 Março 2021 | AutoData SÉRIE ESPECIAL » MOTORES CAPÍTULO 2 rpm. O Brasil e os países da América do Sul têm uma enorme oferta de gás natural. Com o know-how que temos não existe motivo para deixar de in- vestir neste mercado e trabalhar para conquistar novos clientes, sobretudo no segmento on-road, de transporte de cargas e passageiros. Considerando as recentes decisões en- volvendo fabricantes de automóveis, na sua avaliação existe algum risco de montadoras de caminhões deixarem de produzir no Brasil? José Eduardo Luzzi: A MWM não co- menta sobre os destinos estratégicos de outras empresas. Luís Pasquotto: Risco sempre existe, mas não creio que mais montadoras que estão aqui sairão no curto prazo. Vejo até a volta de uma montadora que havia saído. Além dos custos de saída serem muito altos todas as que estão atualmente em operação no Brasil anunciaram recentemente investimen- tos enormes, alguns até bilionários em reais. Após a longa recessão os volumes já vinham se recuperando antes da pan- demia da covid-19 e imagino que elas estejam mirando agora na retomada da demanda, que já está acontecendo. Com a aplicação das vacinas, o sucesso da agricultura, a esperada recuperação econômica e investimentos em infraes- trutura o mercado deve voltar a crescer bastante. O Brasil precisa ser observado sempre em ciclos plurianuais para as análises de retorno, e não em análises de curto prazo. O que pode acontecer, no entanto, são montadoras se rees- truturando e talvez se tornando menos verticalizadas para melhorar o retorno financeiro, abrindo assim oportunidades para as autopeças, principalmente as sistemistas. Marco Rangel: Como fabricante de po- wertrain não nos cabe avaliar cenários específicos envolvendo montadoras de caminhões. Contudo os recentes dados da Anfavea demonstram tendência de crescimento neste mercado, puxado por segmentos como o agronegócio e commodities. Se pudesse escolher uma pauta para o Legislativo tratar em 2021, qual seria? Por favor justifique a sua opção. José Eduardo Luzzi: Reforma tributária e reforma administrativa. Luís Pasquotto: A reforma tributária, sem dúvida. Com ela o País tende a se tornar muito mais competitivo, atraindo mais investimentos, exportando mais, gerando empregos e renda. Deve trazer mais desenvolvimento econômico e com ele mais desenvolvimento social, inclusive mais educação, a base trans- “ Com a reforma tributária o País tende a se tornar muito mais competitivo, atraindo mais investimentos” Luís Pasquotto Compras Automotivas, as oportunidades de nacionalização e a política de compras no “novo normal” MAIO

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