375-2021-03

49 AutoData | Março 2021 Divulgação/VWC O senhor acompanhou de perto boa parte dessa história. Quando olha para a empresa hoje como se sente? Em primeiro lugar é o sentimento de um trabalho realizado. De reconhecimento dos clientes, que é o mais importante, porque tudo o que fazemos é para sa- tisfazer o cliente. Saímos de uma marca inexpressiva de mercado brasileiro para uma das protagonistas do setor, o que nos enche de orgulho. Me sinto bem de estar neste momento comemorando os 40 anos e vislumbrando outros quarenta anos de muita prosperidade. Ao longo de todos esses anos o senhor deve ter vivido muitas boas histórias dentro da VWCO. Poderia compartilhar algumas? Tenho bastante histórias que me emo- cionaram. Uma delas é a de ter o privi- légio de participar do conceito, do es- tudo e do estabelecimento da fábrica de Resende, que era, e ainda é, algo revolucionário. Eu era o controller da Volkswagen na época e quando acabou a Autolatina ficamos sem fábrica. Então tivemos que fazer uma fábrica e veio a ideia do consórcio modular. Participei do desenvolvimento desse conceito e pos- so afirmar que é uma fábrica dos sonhos para um controller: por ter fornecedores envolvidos no projeto e ter nível de verti- calização muito baixo. Outra história que me emociona foi que, em 2003, depois de vinte anos de trabalho, atingimos a liderança do mercado brasileiro, algo difícil de se imaginar. Desbancamos um arquirrival emantivemos uma posição de destaque desde lá. Também fico bastan - te emocionado em lembrar que recebi diversos convites para dar aula magna ou fazer palestras sobre caminhões e ônibus em universidades de renome, no Brasil e no Exterior, sempre para falar desse modelo de negócio da Volkswa- gen Caminhões e Ônibus. Quais são suas perspectivas no curto e médio prazo para caminhões e ônibus no Brasil? Antes da pandemia estávamos nos re- cuperando ainda daquela crise de 2016, 2017. A recuperação começou em 2018, 2019 e aí veio a pandemia. Imaginávamos queda maior do que a que tivemos. Para 2021 há um consenso nas projeções da Anfavea e Fenabrave: aumento de 13% a 20% nos mercados, o que nos coloca com nível de produção e vendas equi- valente ao que tínhamos antes da pan- demia. Uma recuperação em V. A VWCO anunciou investimento de R$ 2 bilhões no fim do ano passado para o período 2021-2024. Como será aplicado? Desde 1996, com o R$ 1 bilhão em Re- sende, depois em produtos, sempre fizemos ciclos de cinco anos de inves - timento. O último terminou com o lan- çamento da linha Meteor, nossa entrada nos extrapesados, que já é sucesso no mercado. Continuamos acreditando no Brasil, um mercado muito importante para a VW, para o Grupo Traton. Esses R$ 2 bilhões representam o maior inves- timento da história e, com ele, trabalha- remos nas novas tendências do merca- do automotivo: energia limpa, veículos conectados e digitalizados, tudo o que vem de novo, além de atualizar a linha de produto, trazer mais eficiência para o nosso cliente. E também em um plano de internacionalização da Volkswagen Caminhões e Ônibus. O que significou a chegada do Meteor para a VWCO e como está evoluindo a linha no mercado? O segmento extrapesado tem importân- cia fundamental em caminhões, muito pelo agronegócio. A Volkswagen lidera médios, leves e pesados e não poderia ficar de fora desse segmento. O resul - tado é o melhor possível: pedidos em carteira para muitos meses e muito boa aceitação na mídia e nos clientes. O lançamento do e-delivery está confir - mado para o primeiro semestre? Gostaríamos de tê-lo lançado no fim do ano passado, mas a pandemia atrasou o

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=