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» EDITORIAL AutoData | Março 2021 Por Marcos Rozen, editor Direção Geral Leandro Alves Conselho Editorial Isidore Nahoum, Márcio Stéfani, S Stéfani, Vicente Alessi, filho Redação Marcos Rozen, editor Colaboraram nesta edição André Barros, Leandro Alves, Márco Stéfani, Roberto Hunoff Projeto gráfico/arte Romeu Bassi Neto Fotografia DR e divulgação Capa Divulgação/Nissan Comercial e publicidade tel. PABX 11 3202 2727: André Martins, Guilherme Christians, Luiz Giadas; Luciana Di Biasio, assistente de marketing Assinaturas/atendimento ao cliente tel. PABX 11 3202 2727 Departamento administrativo e financeiro Isidore Nahoum, conselheiro, Thelma Melkunas, Hidelbrando C de Oliveira, Vanessa Vianna ISN 1415-7756 AutoData é publicação da AutoData Editora e Eventos Ltda., Av. Guido Caloi, 1000, 4º andar, sala 431, bloco 5, 05802-140, Jardim São Luís, São Paulo, SP, Brasil. É proibida a reprodução sem prévia autorização mas permitida a citação desde que identificada a fonte. Jornalista responsável Leandro Alves, MTB 30 411/SP autodata.com.br AutoDataEditora autodata-editora @autodataeditora E um ano se passou C hegamos a março, doze meses depois da primeira morte por Covid-19 registrada no Brasil, e é óbvio um sentimento de frustração, para dizer o mínimo. Após um período de arrefecimento dos casos voltamos a bater tristes recordes em uma segunda onda que mais se assemelha a um tsunami. Isso trará o retorno, obviamente, e para nosso desespero, de inevitáveis e necessárias medidas mais agudas de distanciamento social, o que inclui restrições de funcionamento de atividades do comércio, como concessionárias de veículos. É um roteiro que já vivemos e que não deveria se repetir dado o conhecimento acumulado que temos agora da doença, de sua transmissão e tratamento. Não há como desassociar esse triste, absurdo e lamentável quadro da errática postura de nossos governantes, em todas os níveis. Informações confusas, conflitantes e contraditórias minaram na população a necessidade evidente de combate à pandemia. Resumindo em um cenário prático, não há como explicar a um cidadão que ele não pode ir a um estabelecimento comercial ou reunião social mas pode, sim, livremente, pegar um ônibus urbano, trem ou metrô lotados, nos quais não há absolutamente nenhuma preocupação oficial por distanciamento, ocupação máxima, oferta de álcool em gel ou algo minimamente parecido com o que se é exigido da iniciativa privada. Em suma – e quantas vezes já não vimos isso! – o Estado exige dos outros o que ele mesmo não pratica. E, nas poucas vezes que o pratica, o faz de maneira atabalhoada, confusa e inepta. Por isso, e não à toa, são comuns os casos de desrespeito às regras básicas da pandemia: quando o exemplo não vem de cima mais de 260 mil pessoas pagam com a vida – e essa conta, absurdamente, só aumenta. Só nos resta exigir e batalhar pela única saída comprovada e efetiva para isso: a vacina. Para todos. E para já.

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