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14 FROM THE TOP » ALEXANDER WEHR, GRUPO BMW Setembro 2021 | AutoData “ Uma das questões principais é quando as vendas totais retornarão aos patamares pós-pandemia. No Brasil, assim como em outros países da América do Sul, pode ser que isso ocorra só em 2023.” “ A crise dos semicondutores talvez termine só no fim do ano que vem, ou seja, poderá ser mais longa do que imaginávamos inicialmente. É uma questão estrutural e substanciosa.” de produzir modelos a combustão para se dedicarem 100% a elétricos? O Bra- sil pode ser um centro de produção de modelos a combustão interna? Asustentabilidade é umdos pilares-cha- ve do Grupo BMW, não só em termos ambientais como econômicos e sociais. Este sempre foi umprincípio da empresa, e não é de hoje, vem desde os anos 70. Uma das visões é de abertura tecnológica e então naturalmente vemos o futuro como elétricomas isso não significa que até 2030 todas as pessoas no mundo todo estarão dirigindo carros elétricos. Há mercados emergentes, áreas suburba- nas, diferenças empolíticas de incentivo etc, então acreditamos na coexistência. Entendemos que em 2030 amaioria dos veículos será com tecnologia elétrica, in- clusive no caso específico da BMW, mas ainda teremos modelos a combustão interna e híbridos. É importante salientar que antes produzíamos elétricos apenas naAlemanha, mas agora já os fabricamos também na China, além de híbridos no México. Então, por que não produzir um híbrido também no Brasil? Acho perfei- tamente factível. Não saberia dizer se pode acontecer de a fábrica brasileira ser a única a produzir o Série 3 a combustão interna emalgummomento, dependerá demuitos fatores, mas o objetivo central será sempre o de manter essa fábrica dentro de um modelo sustentável. AAnfavea já fala em 1 milhão de veícu- los com tecnologia elétrica vendidos no Brasil em 2030. O que lhe parece? Animador. A BMW está em um está- gio muito avançado na eletrificação na América Latina. No Brasil ainda esta- mos abaixo em termos de participação comparado com outros mercados da região, mas vemos uma forte demanda a caminho. O consumidor tem interesse nestes veículos, há uma visão verdemui- to forte, e estamos investindo nessa área. Nossa sede para temas ligados a eletri- ficação na América Latina foi transferida recentemente da Cidade doMéxico para São Paulo, além de termos um centro de P&D no Brasil. É importante que o governo tenha uma agenda para tratar desse tema, pois é fundamental para que a tecnologia decole no País. E híbridos com etanol? O etanol não tem uma presença global, é algo muito específico da região e prin - cipalmente do Brasil. Nosso desenvol- vimento tecnológico sempre tem como orientação a preferência dos clientes, então poderia ser algo a ser feito para o Brasil, mas para outros países há outras soluções no horizonte. Não vejo o etanol como um grande participante global no longo prazo em termos de eficiência, então não estamos pensando especi- ficamente nisso hoje. Mas a BMW testa hoje no Brasil um i3 commotor a etanol, ainda que estemo- tor seja utilizado apenas para carregar as baterias.
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