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19 AutoData | Novembro 2021 Para o presidente da Abrac “em 2022 bateremos, nomáximo, nomesmovolume, porque o consumo se contrairá depois do crescimento registrado nos últimos dezoito meses”. Já o dirigente da Assobrav crê que “não há mercado para mais do que algo em torno de 2 milhões”. Outro desafio para 2022, entende Fer - nando Machado Gonçalves, superinten- dente de pesquisa econômica do Banco Itaú, tambémpalestrante: Para ele há, hoje, demanda reprimida com estoques baixos causada pela crise dos semicondutores. Mas o aumento dos juros poderá espantar o comprador: “Há a preocupação com o endividamento do consumidor, que ainda não o atingiu porque os juros estão baixos. O receio é que quando houver capacidade de produção a demanda estejamais fraca”. “A eleição não pode parar a economia. Não consigo aceitar que o Congresso desvie o foco apenas para a corrida eleitoral. Precisamos votar as questões importantes para o País.” Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea manda por fretamento semanterá em alta e existe uma tendência de antecipação de compra por causa da entrada do Euro 6 em 2023”. Roberto Cortes, CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, projetou expansão do PIB de 1,5% a 3% em2022, o que puxará, mais umavez, o crescimento da indústria de caminhões: “A melhora substancial ou até o fim da pandemia da covid-19 também é um ponto importante, assim como a reto- mada da economia e o bomdesempenho do agronegócio”. Christopher Podgorski, CEOpara aAmé- rica Latina, considerou que “hoje é mais fácil falar de 2022 do que do fechamento de 2021. Acredito que no primeiro trimestre do ano que vem o fluxo da nossa cadeia de suprimentos estará mais normalizado. Vejo tambémumaumento expressivo nos custos, mas a expectativa é de equalização nas entregas”. Já pelos lados da Iveco há estimativa de que a produção de caminhões em2022 retorne ao volume de 2014, considerando os veículos acima de 3,5 toneladas. Para Márcio Querichelli, presidente para aAmé- rica Latina, a demanda ainda será puxada pelos semipesados e pesados para o agro- negócio e para a construção civil. Joel Alberto Beckenkamp, presidente daAssobens, Associação Brasileira de Con- cessionários Mercedes-Benz, e Guilherme Avellar, presidente da ACAV, Associação Brasileira dos ConcessionáriosVolkswagen Caminhões e Ônibus, estimam que a boa procura por pesados se repetirá no ano que vem. “2022 será marcado pela velocidade de produção e não de aquisição”, afirmou Beckenkamp. Avelar foi adiante: “Quem ditará o ritmo dos negócios será a produ- ção. Os estoques das redes e das fábricas estão baixos”. Eduardo Ferreira Rebuzzi, vice-presi- dente da NTC&Logística, analisou o atual momento do setor de transporte de carga. E mostrou preocupação com questões macroeconômicas de influência direta nos negócios das transportadoras, como o possível baixo crescimento do PIB e a Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas emarketing e pós-vendas de cami- nhões e ônibus da Mercedes-Benz, levou expectativas positivas para o segmento que mais sofreu com a pandemia da covid-19, o de ônibus: projeta aumento de 35% nas vendas em 2022, de 13 mil unidades esti- madas para este ano para 18,5 mil no ano que vem. Ele percebe retorno dos investimentos em urbanos, represados nos últimos dois anos, e melhora no segmento rodoviário dado o retorno de deslocamentos com o aumento da vacinação: “Temos também 7 mil chassis do Caminho da Escola. A de-

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